Geospatial Forum – Geospatial

Geospatial Forum é uma organização não governamental para a América Latina que proporciona oportunidades para a comunidade dos usuários de tecnologia Geospatial discutir, debater e interagir sobre soluções para a indústria da tecnologia da informação (TI), telecomunicação e internet para o avanço da produtividade mundialmente.

Várias atividades sob as mais variadas formas, tais como sessão plenária, simpósio, workshop, painel de discussão e fórum de intercâmbio, cobrem diversos campos da tecnologia aplicada em política e casos para estudo regional ou em âmbito global. O fórum também abriga um número expressivo de encontros paralelos suportados por seus parceiros, como encontros de executivos, usuários, representantes da mídia, entre outros.

A convergência e interação de tecnologia Geospatial com TI, telecomunicação e internet, tem permitido utilizar um significativo potencial de informação e tecnologia para promover a produtividade e eficiência de empresas de diferentes domínios da indústria incluindo energia, mineração, óleo e gás, telecomunicação, infreaestrutura, transporte, água, agricultura, governança local e empresas de negócios.

Com o objetivo de destacar a necessidade do conhecimento das técnicas de geoprocessamento e colocar a variável geoespacial como fator importante na agenda econômica da América Latina, tanto na utilização como no desenvolvimento de softwares, ocorreu entre os dias 17 a 19 de agosto de 2011, no Rio de Janeiro, a “I Conferência Anual Latino-Americana e Exposição de Informação, Tecnologia e Aplicação Geoespacial”. A conferência contou com sessões, plenárias, simpósios, seminários, workshops, sessões técnicas, mostra de tecnologia e uma exposição aos interessados no domínio geoespacial: governo, academia, pesquisadores e estudantes, num contexto que permite compartilhar o aprendizado, além da troca de experiências que possibilite conhecer o avanço no mundo nesta área. O tema da Conferência foi “Trazendo Perspectivas Globais para Ações Locais”.

O objetivo foi aprimorar o perfil da indústria geoespacial, através do envolvimento com pesquisadores, gestores públicos, profissionais de grandes empresas e os meios de comunicação, em diálogo com diferentes comunidades de usuários dos setores da mineração, energia, transportes, meio ambiente, construção, engenharia, entre outros. A CPRM participou do evento coordenando o simpósio “Tecnologia Geoespacial para Mineração e Exploração”, durante o qual foram apresentados ao público os sistemas de propriedade da Empresa: GEOBANK - Banco de Dados Geológicos e de Recursos Minerais e o Sistema de Informações de Água Subterrânea – SIAGAS, este último demonstrado no Simpósio “Gestão de Agricultura e Meio Ambiente”, parte da programação. O fórum teve alcance regional, em termos de sua participação e dimensões. Além do Brasil, participaram representantes de México, Argentina, Chile, Cuba, Venezuela e outros.

Em agosto de 2012, na abertura do “2th Latin America Geospatial Forum 2012”, a CPRM foi premiada pelos relevantes serviços que vem prestando ao Brasil nos estudos e controle do sistema hídrico de bacias hidrográficas brasileiras e, principalmente pela utilização inovadora de tecnologias geoespaciais no desenvolvimento do Sistema de Informações de Águas Subterrâneas (SIAGAS).

Em agosto de 2015, em Belo Horizonte, Minas Gerais, a Geospatial promoveu mais uma iniciativa no Brasil - a 4th Latin American Mine Water Conference 2015 – LatAm. A conferência teve como objetivo discutir os impactos dos riscos e a aplicação de tecnologias no uso da água na mineração na América Latina e a busca da conscientização da importância de uma boa gestão ambiental visando preservar um recurso cada vez mais considerado escasso no mundo.

Entre os temas debatidos por representantes de instituições e empresas brasileiras e latino-americanas do Chile, Peru, México, as seguintes questões foram abordados:
(i) o uso sustentável da água na mineração;
(ii) alterações normativas para o reuso de água na América Latina;
(iii) visões governamentais sobre o uso racional da água na mineração;
(iv) novas práticas adotadas nas indústrias de mineração para a gestão sustentável da água; (v) água, mineração e comunidades: uma abordagem para a gestão compartilhada da água;
(vi) práticas sustentáveis de gestão da água no fechamento de mina;
(vii) soluções avançadas e de baixo custo para a gestão da qualidade de águas subterrâneas; e
(viii) redução do impacto ambiental de água “produzida” na mineração.

A CPRM proferiu a palestra de abertura do evento intitulada: “Recuperação ambiental de áreas degradadas pela extração de carvão mineral a céu aberto e em minas subterrâneas no Estado de Santa Catarina”. Foram apresentados os primeiros resultados do Projeto Recuperação Ambiental da Bacia Carbonífera em Criciúma, Santa Catarina, áreas de responsabilidade da União Federal e que pertenciam às empresas Treviso e CBCA. O processo partiu de uma sentença judicial que obrigou a União a recuperar áreas degradadas pela exploração de carvão mineral em Santa Catarina.

Por determinação do Ministério de Minas e Energia, a CPRM foi encarregada de recuperar as áreas localizadas na região do município de Criciúma, trabalho acompanhado pelo Ministério Público Federal, totalizando 1.130.53 hectares. Durante a palestra debateu-se a contaminação dos recursos hídricos na região por drenagem ácida de mina e demonstrou-se os primeiros resultados alcançados com a transformação de uma área de 42 hectares plenamente recuperada. Os custos do projeto de recuperação das áreas, com prazo estimado até 2020, estão orçados em cerca de R$ 350 milhões. Esses recursos são usados em obras de engenharia, terraplenagem, drenagem, isolamento de rejeitos, reflorestamento com plantio de espécies nativas de Mata Atlântica e neutralização de águas ácidas.




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