Projeto Sudeste do Tocantins

Início: 08/2003; Término: 12/2006; Duração: 41 meses

 


Objetivo e Justificativas

 

O Projeto Sudeste do Tocantins insere-se no Programa de Levantamentos Geológicos do Brasil - PLG, executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM/Serviço Geológico do Brasil – SGB, e objetiva a retomada do mapeamento geológico realizado em quatro folhas na escala 1:250.000 Gurupi (SC.22-Z-D), Alvorada (SD.22-X-B), Arraias (SD.23-V-A) e Dianópolis (SC.23-Y-C) no sudeste do estado de Tocantins, com área total de 72.000 km², acompanhado de levantamento geoquímico e geofísico.

 

Visa a atender problemas geológicos ainda pendentes em áreas necessitadas de informações básicas na região Centro-Oeste, observadas na recente atualização do Mapa Geológico do Brasil – Projeto GIS-Brasil. Nesse contexto, destacou-se a necessidade da execução de mapeamento geológico na região sudeste do Tocantins, alvo selecionado como proposta para execução de levantamento geológico nessa fase de retomada das atividades de mapeamento da CPRM–SGB.

 

Além dos fatores técnicos geológicos, a região contempla uma zona de desenvolvimento econômico e expressivo crescimento - com a instalação, por parte do governo estadual e federal, de infraestrutura, com as construções de estradas e hidrelétricas ao longo do Rio Tocantins -, além de uma acelerada expansão urbana e uma área de significativo aumento agropecuário e agroindustrial necessitada de insumos minerais básicos.

 


Localização e Acesso

 

O Projeto Sudeste do Tocantins situa-se na região centro-oriental da Província Estrutural do Tocantins (Almeida, 1977), abrangendo a porção meridional do estado de Tocantins e uma pequena parte norte do estado de Goiás.

 

Projeto Sudeste do Tocantins



Geologia Regional

 

A área do projeto situa-se no extremo noroeste da Província Tocantins, conforme a figura abaixo:

 

Província do Tocantins

Conforme esses dados e a interpretação geotectônica elaborada para esta região, a área do projeto pode ser segmentada em 7 tipos crustais ou domínios geotectônicos distintos inclusos na Província Estrutural do Tocantins. Uma parte representada por unidades alóctones, envolvidas nos eventos tectono-termais neoproterozoicos. O outro segmento constituído por unidades autóctones caracterizadas por unidades plutovulcânicas, associadas a sequências supracrustais, e por parte do embasamento reciclado compreendido na evolução dessas faixas.

 

Constitui principalmente a área de transição entre os orógenos brasilianos Faixa Araguaia e Faixa Brasília (Arco Magmático de Goiás), incluindo seus remanescentes do embasamento arqueano/paleoproterozoico, terrenos granito-greenstones, faixa móvel paleoproterozoica; Bacia de Rift paleoproterozoica; remanescentes de crosta oceânica; sedimentação plataformal neoproterozoica e Bacia Intracratônica do Parnaíba.



Metodologia

 

Metodologia



Resultados Esperados

 

Mapeamento e levantamento geoquímico de 72.000 Km²; descrição de novas unidades litoestratigráficas, de suas potencialidades e classificação das ocorrências minerais; atualização de dados básicos de geologia somada a elementos geocronológicos e litoquímicos, fornecendo uma interpretação geológica ajustada às novas concepções de evolução geotectônica para as Faixas Brasília e Araguaia na porção setentrional da Província Tocantins e seus arcos magmáticos neo e paleoproterozoicos.

Elaboração de relatórios técnicos e mapas digitais em ambiente Arcview.

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