Geologia de Engenharia e Riscos Geológicos


Esta linha de ação tem sido abordada nos últimos anos pelo Serviço Geológico do Brasil - CPRM em razão do histórico de ocorrências de acidentes resultantes dos processos naturais, somados às intervenções antrópicas no meio ambiente.

Tal ação tem por objetivo identificar, caracterizar e orientar a tomada de decisões para a redução dos danos resultantes desses processos, principalmente escorregamentos, erosões diversas, assoreamentos e inundações, que muitas vezes causam a perda de vidas humanas e danos materiais.

Decorre também da necessidade de incrementar o conhecimento desses processos destrutivos atuantes por parte dos órgãos gestores em nosso território, de modo a orientar a tomada de decisões relativas a cada um dos casos citados, podendo ainda tais decisões serem acompanhadas de intervenções estruturais, planejamento urbano, educação ambiental, implantação de sistemas de alerta, dentre outros.

Pretende-se, assim, disponibilizar apoio técnico-científico aos órgãos de planejamento e à sociedade, diagnosticando e apontando as áreas de maior fragilidade frente aos processos naturais ou induzidos desencadeadores dos riscos geológicos e ambientais.

Com esse objetivo, está em andamento no Estado do Rio de Janeiro o projeto para a indicação de áreas de risco no município de Angra dos Reis, com base na modelagem espacial de dados temáticos e no cadastramento de movimentos de massa pretéritos, apoiado em trabalhos de campo e vistorias em áreas de risco junto à Secretaria de Defesa Civil.

No mês de outubro de 2007, a CPRM concluiu e apresentou em audiência pública os resultados finais obtidos na elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos do Município de Nova Friburgo (RJ), em parceria com a prefeitura e o Ministério das Cidades, onde foram levantadas e caracterizadas áreas de risco em dez comunidades precárias do município, selecionadas pela Coordenadoria Municipal de Defesa Civil.

Além da caracterização geológica-geotécnica, as áreas foram setorizadas e hierarquizadas em quatro graus de risco (baixo, moderado, alto e muito alto) de processos relacionados a escorregamentos de encostas e inundações, de acordo com a metodologia do Ministério das Cidades. Nas áreas classificadas como de risco alto e muito alto foram realizados estudos geotécnicos visando à viabilidade de intervenções estruturais, que incluem obras de estabilização e contenção de encostas mais adequadas à erradicação das situações de risco.

No segundo semestre de 2007, foi assinado o Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério das Cidades, o Estado do Rio de Janeiro e a CPRM, visando ao desenvolvimento de ações conjuntas destinadas a promover a capacitação de técnicos municipais para a prevenção de riscos de desastres naturais em municípios do Estado do Rio de Janeiro. Esse projeto culminou na qualificação de 150 técnicos de 48 municípios, que ficaram aptos a atuar diretamente no atendimento à população frente aos riscos geológicos e desastres naturais.



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