Terça-feira, 27 de setembro de 2022

Conquista espacial e a aplicação da geologia no estudo de regiões extraterrestres foram assuntos do Café Geológico



Refletindo sobre o futuro da conquista do espaço, o Café Geológico, da última sexta-feira (23), abordou o tema ‘Exploração espacial e Astrogeologia: do Big Bang à colonização espacial’.

O pesquisador do Programa de Engenharia Nuclear da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Willian Abreu, coordenou as discussões do encontro, que foi apresentado pela pesquisadora do Serviço Geológico do Brasil, Patrícia Jacques. A coordenadora do SGBEduca, Andrea Sander, foi a mediadora da conversa, ao lado do astrônomo Tomás Lima.

Durante a sua apresentação, Willian elaborou um vasto panorama sobre conceitos e teorias em relação ao futuro espacial. O engenheiro nuclear destacou o papel da astrogeologia que, segundo ele, “é uma ciência que aplica métodos e técnicas da geologia aos corpos celestes''.

Ao pensar na importância da geologia para compreender o universo, o pesquisador considera que essa ciência “cumpre importante papel na compreensão da formação da Terra, de outros planetas do Sistema Solar e de exoplanetas”. Para ele, as geociências auxiliam não só no entendimento da origem da vida, mas também no desenvolvimento da conquista do espaço.

Abreu abordou conceitos como a Teoria do Big-Bang - responsável por defender que o universo está em expansão-, e questões físicas de corpos celestes. “A estrela não é fogo, é plasma. Ela comporta uma pressão tão hostil, de forma que os átomos não conseguem se aglutinar, então os elétrons e os prótons ficam soltos em uma ‘sopinha’, isso é o plasma”, explicou o engenheiro nuclear, sobre a composição estelar.

O pesquisador abordou, também, possibilidades de colonização espacial e de mineração no espaço. A exploração de asteroides, ricos em metais e leves para serem deslocados até próximo da Terra, tem sido cogitada por estudiosos das regiões extraterrestres. Entretanto, “como trazer um corpo que é potencialmente destruidor para perto da Terra para ser minerado?”, refletiu Andrea Sander, dialogando com a exposição de Willian e levantando um importante questionamento para essa discussão.

Após a explanação, Abreu pontuou a importância da difusão de conhecimento sobre o tema apresentado: “a divulgação científica tem um papel fundamental na exploração do espaço. Por meio dela, são encontrados meios de subsidiar todas as pessoas, especialistas ou não, para que elas, juntamente com seus conhecimentos prévios, construam reflexões diferentes sobre o assunto abordado”. E concluiu, ainda, que “a ciência precisa da participação da sociedade. É importante que todas as pessoas tenham consciência do que está acontecendo para que elas possam participar das decisões”.

Amanda Rosa
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
Ministério de Minas e Energia
imprensa@sgb.gov.br
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