Sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Geoquímicos da CPRM recebem treinamento sobre Aplicação do Geodatabase

 A capacitação foi realizada na sala de treinamento da Divisão de Geoprocessamento Uma nova metodologia de armazenamento de dados está sendo implementada pela Divisão de Informática (DIINFO) e Divisão de Geoprocessamento (DIGEOP) do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Trata-se da utilização do Enterprise Geodatabase nos storages que foram instalados no ano passado em todas as unidades regionais, que permite melhor organização, compartilhamento e inserção de informações geocientíficas em um banco de dados. Este modelo de gestão ainda permite maior controle de produtividade, obtenção de métricas, acompanhamento de projetos e processamento dos dados, resultando assim em interação contínua entre os gerentes e as equipes. Os pesquisadores da área de Geoquímica são os primeiros profissionais da empresa a receber este curso sobre a aplicação do Geodatabase. O treinamento, cuja duração foi de 40 horas, teve início no (4) e término no dia (8) de fevereiro.

Ao todo, 12 empregados participaram da capacitação, que foi ministrada por Hiran Dias, chefe da Divisão de Geoprocessamento (DIGEOP), Luiz Fernandes, técnico em Geociências, pelos analistas em Geociências, Elias Bernard e Denilson de Jesus, e por Luiz Pires, consultor externo da ESRI (Environmental Systems Research Institute).

 Denilson de Jesus, analista em Geociências, durante ministração da capacitação Durante a programação do curso, exposições teóricas e exercícios práticos foram realizados utilizando dados geoquímicos já previamente coletados. Entre os temas abordados, destacam-se: Estratégia do Departamento de Informações Institucionais (DEINF) para a transformação digital na área de mapas; as desvantagens no uso de Shapefiles; renovação dos processos operacionais de geoprocessamento; e as novas propostas de trabalho para as equipes. Os participantes puderam ver e exercitar a automação de layout, geração de domínios, subtipos, topologia, processamento de imagens, criação de enterprise geodatabase e upload de feições.

Neste ano, espera-se que 15 mil dados de amostras geoquímicas sejam inseridas na base de dados da CPRM. “Esta capacitação faz parte de um planejamento que teve início em 2018 e será continuado neste ano, a fim de que a equipe consiga intensificar o padrão de qualidade dos procedimentos operacionais e aumentar a entrada de informações geoquímicas, com o objetivo de melhorar a qualidade do dado disponibilizado para a sociedade”, destacou o chefe da Divisão de Geoquímica, Cassiano Castro.



Segundo a geóloga e pesquisadora em Geociências, Viviane Ferrari, este treinamento proporcionou um estímulo motivacional para ela, além do conhecimento adquirido. “Aprendi muitas coisas na questão de consistência dos dados e também a como trabalhar com banco de dados dentro do Arcgis, pois isso é importante para melhorar e agilizar os meus processos de análise. Esses encontros técnicos com os colegas da mesma área são enriquecedores. Nós trabalhamos juntos com foco nos processos que desenvolvemos para melhorar os trabalhos”, afirmou.

 Instrutores e participantes do curso Novos Storages (Armazenamento local) nas Superintendências e Residências da CPRM - Desde 2018, a DIINFO disponibilizou pelo menos um storage com 115 terabytes para cada unidade regional. Um dos objetivos dessa ação é disponibilizar um banco de dados Postgree que é gratuito e possui cartucho espacial (postgis) para armazenamento de informações e mapas. Na medida que os storages forem sendo instalados, a partir dos próximos meses, este mesmo curso será ministrado em todas as superintendências e residências da CPRM. A DIGEOP ainda está organizando o cronograma de realização e entrando em contato com os gerentes de infraestrutura geocientífica para buscar o apoio local necessário. Além disso, cada unidade regional contará com o seu próprio servidor de licenças ESRI. Dessa forma, as superintendências e residências irão gerenciar uma quantidade de licenças para ArcMap e extensões a ser discutida com os GERINFes.

“A gente entende que é um novo paradigma de trabalho, mas que é inevitável abraçar essa tecnologia. A equipe de Geoprocessamento está comprometida desde o ano passado para que isso se cumpra em parceria com a DIINFO. Nós iremos apresentar o Geodatabase e apoiar todos os usuários de Arcmap na migração dos seus dados e adaptação das rotinas diárias para uso do banco de dados”, disse Hiran.


Todos os dados que estão no GEOSGB serão passíveis de visualização, no modo consulta somente para leitura, aos empregados por intermédio do Arcmap com um simples “arrastar” de mouse. Isso garante que os técnicos, analistas e pesquisadores possam consultar as bases científicas dos demais departamentos de maneira mais rápida, como bases de afloramentos, geoquímica, litoestratigrafia, geofísica, hidrologia, risco e suscetibilidade. “Será feita uma cópia das bases de dados científicos que estão no SERPRO (Datacenter), para o banco de dados de cada regional. Cada regional terá uma cópia desses dados sincronizados com atualização periódica”, acrescentou o chefe da DIGEOP.
 Os empregados também puderam aprender a usar o Arcgis Data Reviewer para varrer qualquer inconsistência de dados na base Confira a galeria de fotos aqui!


Pedro Henrique Santos
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
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