Quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Museu de Ciências da Terra celebra 112 anos

 Prédio Histórico foi fundado em 1907 Detentor de um dos mais ricos acervos geológicos e paleontológicos da América Latina, o Museu de Ciências da Terra está completando, nesta quinta-feira (10), 112 anos de história. Com cerca de 7 mil amostras de minerais, 12 mil rochas, meteoritos e fósseis, além de uma biblioteca com aproximadamente 90 mil volumes, o MCTer representa uma das maiores vitrines das geociências no continente. Em atual processo de revitalização e expansão, o atendimento ao público está temporariamente suspenso, mas os projetos de pesquisa, atividades de conservação, inventário e divulgação dos acervos seguem em atividade e exposições itinerantes serão realizadas neste ano.

O museu ocupa uma imponente construção neoclássica e suas coleções são resultado do trabalho realizado por diversas gerações de profissionais que, desde 1907, passaram pelo Serviço Geológico e Mineralógico, pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e pela CPRM, construindo um importante legado de educação e divulgação das geociências. Em todo o acervo, destacam-se os fósseis originais do maior dinossauro do Brasil, o Austroposeidon magnificus, quatro ovos originais de dinossauros, além de documentos históricos, como mapas, manuscritos e anotações de pioneiros da geologia e paleontologia. Todos esses itens únicos fazem parte da história da vida na Terra e da memória geológica.

 Exposição do museu conta com itens únicos de relevância mundial
 De acordo com o curador dos acervos do MCTer Diógenes Campos, ao longo de seus 112 anos, o museu sempre foi um espaço muito privilegiado para produção do conhecimento científico e geológico, como nas áreas da mineralogia e petrologia, com as descrições de inúmeros minerais e rochas. Além disso, o museu contou com importantes paleontólogos que foram responsáveis por descrever a maior parte dos fósseis que são estudados hoje. Ele destacou que mesmo com algumas atividades suspensas, o museu continua contribuindo para a sociedade. “Hoje, estamos dando continuidade a esse trabalho junto com outras instituições, principalmente com o Museu Nacional da UFRJ. Nós temos também alunos da pós-graduação que vêm utilizar o nosso acervo e estamos dando sequência no trabalho com a nossa coleção de minerais”, afirmou Diógenes.

Nathalia Roitberg, gestora do Museu de Ciências da Terra, ressaltou que o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) tem tido êxito na formulação de projetos para a revitalização do museu, a fim de melhorar a manutenção das instalações, aumentando a proteção ao patrimônio da sociedade brasileira. “É um trabalho minucioso e extenso. Nesse contexto, celebramos nosso aniversário de 112 anos, agregando valor científico, educação, cidadania e inclusão. Viva a História, a memória e o Museu de Ciências da Terra, um orgulho para todos os brasileiros”, celebrou Nathalia.



Texto: Lorena Amaro
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
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