Terça-feira, 14 de maio de 2019

Pesquisa inédita avalia a disponibilidade de água subterrânea do Norte de Minas Gerais

 Distribuição espacial do Recurso Potencial Explotável O clima semiárido é predominante na região do Projeto Águas do Norte de Minas (PANM), que abrange 181 municípios e ocupa uma área aproximada de 245.520km2. Com baixas precipitações pluviométricas e mananciais superficiais escassos, a água subterrânea muitas vezes é a única fonte de abastecimento. Ao longo de 10 anos, mais de 40 técnicos e pesquisadores avaliaram as disponibilidades hídricas subterrâneas das regiões norte, nordeste e noroeste do estado de Minas Gerais (MG).

 Representantes da CPRM e do IGAM durante a abertura do evento O lançamento do PANM ocorreu no dia (10/5), na Superintendência Regional de Belo Horizonte do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Compuseram a mesa de abertura o diretor de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM, Antônio Bacelar, o chefe do Departamento de Hidrologia, Frederico Peixinho, o superintendente regional de BH, Marlon Coutinho, e a diretora-geral do IGAM, Marília Carvalho.

“O estado de Minas sai na frente ao desenvolver este estudo que fomenta a criação de políticas públicas, utilização racional e disponibilização desse recurso à sociedade”, destacou Bacelar. Peixinho aproveitou para ressaltar que neste ano a CPRM comemora 50 anos. “Em 2019, completamos bodas de ouro de um Serviço Geológico que tem na sua essência a tarefa de gerar e disponibilizar conhecimento científico”, disse.

Os resultados finais desta pesquisa possibilitaram a elaboração dos seguintes produtos: Relatório de integração, Atlas Cartográfico, Mapa Hidrogeológico, Mapa de Recarga Hídrica Subterrânea em escala regional, Bancos de dados hidrometeorológicos e Sistema de Informações Geográficas (SIG).

 Márcio Cândido apresentou os resultados do PANM
O estudo foi realizado pela CPRM em parceria com o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), a Secretaria de Desenvolvimento do Norte de Minas (SEDVAN), Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (SEMAD), Secretaria de Ciência, Tecnologia e Estudo Superior (SECTES), Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG) e Fundação Educativa de Rádio e Televisão Ouro Preto (FEOP).

Segundo Márcio Cândido coordenador técnico do projeto e pesquisador em Geociências da CPRM, o recurso potencial explotável refere-se a cerca de 20% do volume do reservatório da usina hidrelétrica de Três Marias, que pode ser utilizado para diferentes tipos de uso, como irrigação, abastecimento e indústrias na região. “O conhecimento da disponibilidade hídrica e uma gestão integrada, pautada com dados provenientes do monitoramento hidrometeorológico e hidrogeológico, são necessários para minimizar os conflitos gerados pelo uso das águas”, afirma.

Durante o evento, a ex-analista ambiental do IGAM Maricene Paixão (in memorian) foi homenageada pela importante contribuição à área de Recursos Hídricos, além dos trabalhos desenvolvidos no PANM. Guilherme Paixão, viúvo de Maricene, juntamente com outros familiares, recebeu uma placa em reconhecimento à dedicação e profissionalismo dela em nome de toda a equipe técnica do projeto. “Além da excelência dos produtos aqui divulgados, hoje é um dia especial em memória à Maricene, que deixa um legado para a água subterrânea do nosso estado”, afirmou a diretora-geral do IGAM.

 Homenagem in memorian à Maricene Paixão Na fase de obtenção de dados primários foi implementada uma Rede Integrada de Monitoramento Hídrico, permitindo assim a contínua aquisição de dados climáticos, hidrológicos e hidrogeológicos em curto, médio e longo prazos.

A Rede de Monitoramento Hidrológica conta com 97 estações do tipo fluviométricas, pluviométricas, climatológicas e pontos de medição de vazão, enquanto a Rede de Monitoramento Hidrogeológica é composta por 38 poços de monitoramento.

A maior parte da área estudada (88%) se concentra nas bacias dos rios São Francisco e Jequitinhonha. O restante se distribui nas bacias dos rios Mucuri e Pardo, além das bacias do leste: rios Jucuruçu, Itanhém (Alcobaça) e Buranhém. Dentre o grande número de municípios, alguns deles se destacam como polos administrativos, apresentando uma considerável concentração populacional, infraestrutura e maior participação no PIB estadual. São eles: Montes Claros, Diamantina, Paracatu, Teófilo Otoni e Araçuaí.

A motivação para a estruturação do Projeto se deu a pedido do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH), em 20 de novembro de 2009, por meio da Deliberação Normativa N° 33/2009. Esta norma foi reeditada pela Deliberação Normativa N° 34/2010.

Saiba mais, confira as publicações científicas, clicando nos respectivos nomes abaixo:

Relatório de integração: consolida os resultados obtidos em escala de semidetalhe das 14 Bacias Representativas com os dados de âmbito regional, disponíveis tanto neste estudo como nos projetos institucionais realizados anteriormente na área do projeto, bem como, apresenta uma avaliação do limiar de vazão insignificante estabelecido pela DN-34 frente a disponibilidade hídrica subterrânea da região.

Atlas Cartográfico: constituído por mapas básicos e temáticos em escala regional (1:2.500.000).

Mapa Hidrogeológico em escala regional (1:1.000.000).

Mapa de Recarga Hídrica Subterrânea em escala regional (1:1.000.000).

Sistema de Informações Geográficas (SIG) do Projeto.

Bancos de dados hidrometeorológicos.

Acesse aqui a galeria de Fotos.


Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil (CPRM)
Pedro Henrique Santos
pedro.pereira@cprm.gov.br
(21) 2295-4641

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