Terça-feira, 13 de setembro de 2022

Pesquisas e projetos na área de Geologia Marinha fomentam a mineração no Brasil

A Divisão de Geologia Marinha (DIGEOM) apresentará os projetos do programa Oceanos, Zona Costeira e Antártida na EXPOSIBRAM 2022

Devido ao custo alto para o aporte de pesquisa e as dificuldades de investigação geradas pela natureza dos oceanos, a Geologia Marinha é uma área em que poucas empresas e instituições de pesquisa ao redor do mundo têm as estruturas necessárias para investir. A Divisão de Geologia Marinha (DIGEOM), do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), desenvolve atividades de pesquisa relacionadas aos oceanos, na Zona Costeira, na Plataforma Continental Jurídica Brasileira e em regiões oceânicas internacionais.

A DIGEOM estuda as características químicas e físicas de rochas e sedimentos coletados em área oceânica; as especificidades como idade de origem; batimetria dos oceanos; recursos minerais e ambientais marinhos; e, também, os processos de erosão costeira. As iniciativas são desenvolvidas pelo programa Oceanos, Zona Costeira e Antártida.


Sede do laboratório de Geologia Marinha (GeMar), em Recife

Em abril deste ano, foi inaugurado o primeiro Laboratório de Geologia Marinha (GeMar) do SGB-CPRM, em Recife/PE, com 5 mil amostras coletadas no leito marinho e na zona costeira. De acordo com a diretora do DIGEOM, Luciana Pereira, “as pesquisas são importantes para entender o potencial mineral das áreas estudadas pela Geologia Marinha e produzir conhecimento acerca da formação, composição e história do fundo do mar”. Considerado referência nacional em estudos de rochas, o laboratório agora analisa, trata e processa dados de geologia oceanográfica.

Além disso, o SGB-CPRM é parceiro da Marinha do Brasil no uso de uma embarcação especialmente equipada para investigar as áreas de interesse que podem contribuir com o desenvolvimento do setor mineral brasileiro, fomentando ainda mais o desenvolvimento socioeconômico regional. Alguns estudos importantes já estão em curso, como é o caso do Projeto Plataforma Rasa do Brasil, que avalia o potencial mineral de áreas rasas da plataforma do continente - faixa submersa no litoral do continente - e zona costeira adjacente. Este projeto se desenvolve nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte.


Conheça alguns dos principais projetos desenvolvidos pela DIGEOM

- Projeto de Prospecção e Exploração de Depósitos de Fosforitas Marinhas na Plataforma Continental Jurídica Brasileira (PCJB)

Levanta dados geofísicos e oceanográficos e coleta de amostras geológicas. Atua com pesquisas de depósitos de fosforita na região da Plataforma de Florianópolis e no Terraço de Rio Grande. Avalia os recursos minerais submarinos, as questões ambientais e o manejo e gestão integrada.

- Projeto de Prospecção e Exploração de Recursos Minerais na Elevação do Rio Grande (PROERG)

Mapeia os depósitos de Crostas Ferromanganesíferas, Ricas em Cobalto (CFRC) na Elevação do Rio Grande (ERG). A partir da pesquisa, são coletadas informações para descobrir a evolução geológica e paleoceanográfica. Os dados geológicos e geofísicos gerados subsidiam as submissões de extensão da Plataforma Continental Jurídica Brasileira (PCJB) à Comissão dos Limites da ONU.

- Projeto de Prospecção e Exploração de Sulfetos Polimetálicos da Cordilheira Meso-Atlântica (PROCORDILHEIRA)

Identifica localidades com presença de fontes hidrotermais próximas às regiões de espalhamento da crosta oceânica, especificamente sobre o eixo da dorsal mesoatlântica equatorial, e as falhas transformantes relacionadas. Nesse processo, as fontes hidrotermais ligam-se a ocorrências de sulfetos polimetálicos maciços (SPMs), com teores importantes de zinco, chumbo e metais preciosos (ouro e platina). A fauna nessas fontes possui potencial biotecnológico para a farmacológica e cosmética.

Saiba mais sobre a Divisão de Geologia Marinha aqui

Maria Alice dos Santos
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
Ministério de Minas e Energia
imprensa@cprm.gov.br

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