Sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Serviço Geológico apresenta avanços dos estudos no Bairro do Pinheiro, em Maceió (AL)

 Thales Sampaio durante apresentação sobre os avanços das pesquisas no bairro Pinheiro Serviço Geológico do Brasil (CPRM) participou na quinta-feira (14/2), de encontro promovido pelo Ministério Público Estadual de Alagoas, para avaliar a situação do bairro Pinheiro, em Maceió, que desde a ano passado vem apresentando surgimentos de inúmeras fissuras e afundamentos em moradias e vias públicas.

O encontro reuniu representantes de todos os órgãos envolvidos em solucionar o problema - Agência Nacional de Mineração (ANM), CPRM, Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Defesa Civil Estadual e Municipal, Exército, Corpo de bombeiro, além da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e Braskem.

“O Serviço Geológico do Brasil está presente no bairro Pinheiro e só vamos embora quando identificarmos a causa ou as causas desse fenômeno. Esse é o nosso compromisso com a população. Estamos avançando nos estudos, mas ainda é prematuro apontar um diagnóstico conclusivo. Não estamos aqui para indicar culpados, mas para identificar o que realmente está acontecendo no bairro”, afirmou Antônio Carlos Bacelar, diretor de Hidrologia e Gestão Territorial da CPRM.

Bacelar estava acompanhado do pesquisador Thales Sampaio, coordenador do grupo de especialistas da CPRM envolvidos nos estudos; Maria Adelaide, chefe do Departamento de Gestão Territorial, Sandra Fernandes Silva, chefe da Divisão de Geologia Aplicada; Luiz Gustavo Rodrigues Pinto, chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto e Geofísica e do hidrogeólogo Fernando Feitosa.

 Diretor Antônio Carlos Bacelar participou do encontro e destacou a importância do trabalho desenvolvido pela CPRM no bairro Pinheiro. Durante o encontro, Thales Sampaio falou sobre o histórico da instabilidade no bairro Pinheiro e apresentou um panorama dos trabalhos que vêm sendo realizados pela CPRM. Sampaio explicou ainda as linhas de investigação da CPRM que considera o contexto geológico e de uso e ocupação da região: características geotécnicas dos solos da região e forma de ocupação do bairro; presença de vazios (cavidades, cavernas) no solo e subsolo da região, decorrente de causas naturais ou de ações antrópicas; estruturas/feições tectônicas ativas na região e extração de água subterrânea.

O geólogo também explicou a complexidade de se realizar estudos geofísicos em uma zona urbana que exige uma logística diferente e a necessidade de informar a população sobre cada etapa do trabalho para minimizar transtornos. Sampaio destacou que o cronograma dos estudos está sendo executado rigorosamente dentro do prazo previsto para cada etapa “Estamos trabalhando diuturnamente para compreender o que está acontecendo no Pinheiro para que no futuro ele seja um lugar melhor do que é hoje. ”

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 Sandra Fernandes Silva, chefe da Divisão de Geologia Aplicada durante explicação sobre a metodologia utilizada para elaboração do mapa de feições de instabilidade do bairro.


Warley Pereira
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