Mercado de Água Mineral Brasileiro

O mercado brasileiro de águas envasadas difere do mercado internacional europeu e norte-americano por dois motivos:
1) As águas envasadas no Brasil, em quase sua totalidade, são águas classificadas como minerais (89,8%)5 e potáveis de mesa (10,2%).
2) Os grandes grupos empresariais transnacionais, como Nestlé Waters, Danone, Coca-Cola Company e Pepsico, que somados controlam mais de 50% do mercado de água envasada no mundo, aqui no Brasil participam com apenas 4,14%.

Dessa forma, enquanto que em nível internacional gigantes da indústria de alimentos (como a Nestlé e a Danone) são detentoras das marcas mais vendidas de água envasada em diversos países dos cinco continentes, no Brasil o mercado continua pulverizado, com inúmeras micro, pequenas e médias empresas nacionais.

É certo que, com a aquisição pela Nestlé Waters Brasil da água Santa Bárbara (SP) e com os investimentos e o início da produção da água Bonafont da Danone - agosto de 2009, em Jacutinga (MG) -, o mercado de água mineral envasada no Brasil deverá, a partir de 2010, sofrer alterações significativas; e o capital estrangeiro, que até 2008 mantinha uma participação ainda tímida no mercado brasileiro, deverá ter sua participação ampliada. Para se ter uma ideia dessa pulverização, em 1996 15 empresas eram responsáveis por 52% da produção brasileira de água mineral. Em 2005 não havia mais essa concentração, uma vez que o mesmo número de empresas passa a responder por apenas 36% da produção nacional.

Em 2008, apesar de o Grupo Edson Queiroz manter a posição de liderança no mercado, com 504 milhões de litros envasados (11,5% do total envasado no país) - seguido das águas minerais Schincariol (2,67%), Ouro Fino (2,62%), Crystal (2,52%) e Lindoia Bioleve (2,51%), que superam a marca dos 100 milhões de litros envasados cada -, destaca-se a participação discreta da Nestlé Waters Brasil, que envasando as águas minerais São Lourenço, Nestlé Aquarel, Petrópolis e Pureza Vital alcançou, em 2008, 70 milhões de litros (1,6%). Acrescente-se, ainda, o crescimento de 43% da empresa Dias D´Ávila entre os anos de 2007 e 2008, que com a captação de uma nova fonte (Senhor do Bonfim) alcança, em 2008, 1,7% de toda a produção brasileira6.


Figura 10 - Evolução da Produção Brasileira de Água Mineral e Potável de Mesa por Região em 1.000 Litros de 2004 a 2008
Fonte: Relatórios Anuais de Lavra e Sumário Mineral do DNPM (vários anos).



5Apenas 10,2% são classificadas como potáveis de mesa. Queiroz, 2009.
6Dados fornecidos pelo DNPM, 2009.



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