Pró-Equidade de Gênero e Raça

O Serviço Geológico do Brasil - CPRM chega aos seus mais de 40 anos de existência comprometido com uma nova postura em sua cultura organizacional: alcançar a equidade de gênero e raça no mundo do trabalho.

Para firmar essa proposta, a CPRM participa do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, que tem como objetivo promover a igualdade de oportunidade e de tratamento entre homens e mulheres nas empresas e contribuir para a eliminação de todas as formas de discriminação.


Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça
O Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça é uma iniciativa do Governo Federal, que, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República – SPM/PR e do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres 2013-2015, dissemina novas concepções na gestão de pessoas e na cultura organizacional, para alcançar a igualdade entre mulheres e homens no mundo do trabalho. Foi criado em 2005, com o lançamento da 1ª edição. Conta com o apoio da Entidade das Nações Unidas para Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT - Escritório Brasil).

Tem como objetivo geral, fortalecer uma cultura organizacional não discriminatória e avançar na apropriação, por toda a Empresa, de conceitos, princípios e valores empresariais relacionados à equidade de gênero e raça.

É dirigido às organizações (empresas e instituições) de médio e grande porte dos setores público e privado com personalidade jurídica própria, que aderem voluntariamente ao programa. A organização interessada em participar do programa assina o termo de adesão, elabora o perfil da organização (diagnóstico) e um plano de ação. O plano de ação deve explicitar como as ações de equidade de gênero e étnico-racial serão desenvolvidas na empresa de forma transversal e interseccional.

O selo pró-equidade de gênero e raça, que representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas empresas, é obtido quando um mínimo de 70% das ações pactuadas é executado e quando qualitativamente é obtido um desempenho satisfatório ou muito satisfatório.

A CPRM participa pela quarta vez do programa, tendo recebido três selos (3ª, 4ª e 5ª edição), renovando o compromisso ao aderir à 6ª Edição do Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça (2016/2018).

Desta forma, a Empresa promove a cidadania e prossegue com o desenvolvimento de novas concepções e práticas de gestão de pessoas e cultura organizacional, além de contribuir para o aperfeiçoamento e a melhoria dos processos e resultados no ambiente de trabalho.

Conceitos:
  • Equidade: Configura-se um princípio de justiça redistributiva, proporcional, que se pauta mais pelas necessidades de pessoas e coletivos e por um senso reparador de dívidas do que pela sua igualdade formal diante da lei. Ele implica que pessoas e coletivos que se encontrem em circunstâncias especiais ou que sejam diferentes, sejam tratados de forma especial ou diferente.
  • Igualdade de Gênero e Raça: Pressupõe o reconhecimento do igual valor social de mulheres, homens, negros e brancos em todas as esferas da vida - inclusive nos âmbitos econômico, político, social e na vida familiar, sem interditos nem barreiras em razão de sexo ou raça. O direito à diferença, ao reconhecimento e à valorização das diversidades étnico-racial-cultural e de gênero é elemento fundamental para a promoção da igualdade de oportunidades e para o combate à discriminação no mundo do trabalho.
  • Diversidade: É reconhecer as diversas maneiras de ser e as constituições múltiplas dos grupos sociais e suas manifestações - sejam elas culturais, políticas, raciais, de gênero ou sociais. A diversidade representa um princípio básico da cidadania e o respeito às diferenças. Entretanto, precisa-se estar atento, porque a diversidade não implica garantia de equidade.
  • Pluralismo: Pluralismo é, num sentido amplo, o reconhecimento da diversidade. É assegurar a igualdade de oportunidades da diversidade. É fortalecido na democracia, garantindo-se a isotopia (do grego isos, igual, semelhante e topos, plano, lugar).
  • Discriminação: Ato de tratar as pessoas de forma diferenciada e menos favorável a partir de determinadas características pessoais (sexo, raça, cor, origem, classe social, religião, orientação sexual, opiniões políticas, ascendência nacional etc.) que não estão relacionadas aos seus méritos nem às qualificações necessárias ao exercício do trabalho.
  • Transversalidade: No âmbito do Plano Nacional de Política para as Mulheres 2013-2015, é reafirmada como princípio orientador de todas as políticas públicas. Por meio da gestão da transversalidade das políticas de gênero, é possível a reorganização de todas as políticas públicas e das instituições para incorporar a perspectiva de gênero, de modo que a ação do Estado como um todo seja a base da política para as mulheres.
  • Empoderamento: Conceito definido por Paulo Freire. Para o educador, a pessoa, grupo ou instituição empoderada, é aquela que realiza, por si mesma, as mudanças e ações que a levam a evoluir e se fortalecer.
  • Estado laico: Constitucionalmente, o Estado brasileiro é laico, portanto, nenhuma instituição pública deve se manifestar a favor de qualquer credo ou religião, embora tenha a obrigação de respeitar o direito dos cidadãos à liberdade religiosa.

"Devemos promover a coragem onde há medo, promover o acordo onde existe conflito e inspirar esperança onde há desespero.” (Nelson Mandela em seu aniversário de 89 anos)
“O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.” (Cora Coralina)



Equidade de Gênero e Raça na CPRM
Na CPRM o plano de ação é aplicado pelo Comitê Nacional Pró-Equidade de Gênero e Raça/CPRM em conjunto com os Comitês Regionais e com o apoio da diretoria da empresa. Incluir na imagem da empresa a visibilidade da diversidade de gênero e raça de seu corpo funcional tem sido uma meta; e a divulgação das atividades de sensibilização através de informes, convocações e publicações dos avanços da CPRM na promoção da igualdade de gênero e raça, uma atividade continuada.

A geologia e a engenharia, assim como outras áreas das ciências exatas, por questões culturais e históricas são vistas como atividades essencialmente realizadas por homens. Apesar de estudos mostrarem o crescimento da participação feminina, ainda é possível identificar resquícios dessa cultura no âmbito corporativo e acadêmico.

Pela sua especificidade, a CPRM, atuando como Serviço Geológico do Brasil, está num setor em que o ambiente de trabalho é ainda majoritariamente masculino, sendo necessária uma postura capaz de gerar um ambiente favorável à promoção da equidade de gênero e raça, favorecendo assim o fortalecimento das relações humanas. Diferenças trazem novas ideias e experiências, independentemente de características físicas, opiniões e ideologias.

O quadro funcional da CPRM ainda reflete a realidade oriunda das universidades, tendo no sexo masculino/branco a maior parte da força de trabalho. É nesse contexto que a empresa adere ao Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, com o objetivo de aprofundar o compromisso com a igualdade racial e de gênero no mundo do trabalho, através do desenvolvimento de novas concepções de gestão de pessoas e cultura organizacional.
Esse é um passo para a implementação de uma política moderna de gestão, respeitando-se as diferenças. A principal vantagem decorrente dessa implementação é o estímulo ao desenvolvimento contínuo dos profissionais, reforçando seu compromisso como organização para a sociedade.

No cenário da CPRM em 2006 havia um percentual de 27% de mulheres trabalhando na empresa. Dados de 2014 demonstraram que esse percentual subiu para 35%. O aumento da proporção de mulheres é uma tendência demográfica no Brasil, assim como é o aumento da qualificação da parcela feminina da população brasileira. Essa realidade mundial de crescimento das mulheres no mercado de trabalho demonstra que é sinequa non à contínua promoção de políticas e ações que incorporam essa demanda.

Alguns dos resultados alcançados na CPRM foram:

  • Campanha de Recadastramento com autodeclaração de raça/cor para toda força de trabalho da empresa (incluindo estagiários/as e aprendizes).
  • Valorização e maior visibilidade da força de trabalho feminina dentro da empresa em áreas tradicionalmente com predominância masculina.
  • Fortalecimento da rede com as organizações participantes do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, com intercâmbios de boas práticas, realização de ações conjuntas, troca de conhecimentos e de materiais produzidos.
  • Maior enraizamento dos conceitos e diretrizes do Programa de Pró-Equidade de Gênero e Raça na Empresa.

“Há uns que nos falam e não ouvimos; há uns que nos tocam e não sentimos; há aqueles que nos ferem e nem cicatrizes deixam, mas há aqueles que simplesmente vivem e nos marcam por toda vida.” (Hannah Arendt).



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