COP28: Serviço Geológico do Brasil apresenta projetos para impulsionar o desenvolvimento sustentável no país

Sexta-feira, 08 de dezembro de 2023

COP28: Serviço Geológico do Brasil apresenta projetos para impulsionar o desenvolvimento sustentável no país

Entre as ações, o diretor-presidente do SGB, Inácio Melo, destacou os estudos em torno da descarbonização da economia, na busca de fontes minerais para a transição energética


Inácio Melo, diretor-presidente do SGB, durante a COP28, em Dubai

Durante missão a Dubai, para participação na 28ᵃ edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), o diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Inácio Melo, conversou com representantes de organizações não governamentais (ONGs) e fundações do terceiro setor, apresentando os projetos da instituição.

Na ocasião, Inácio destacou o trabalho de referência do SGB no país, na geração de conhecimento geocientífico, nas áreas de geologia, hidrologia, hidrogeologia, geologia aplicada e ordenamento territorial. Ele também reafirmou o compromisso do SGB em desenvolver projetos que gerem soluções efetivas e contribuam para que o Brasil alcance as metas estabelecidas em acordos internacionais.

“A nossa atuação está alinhada aos principais temas abordados nesta Conferência do Clima. Trabalhamos com base no tripé ambiental, econômico e social. Dentro de cada um desses setores, realizamos ações específicas, com foco na conservação da bio e geodiversidade, direcionadas a impulsionar o desenvolvimento sustentável”, ressaltou.

As geociências tiveram papel vital na COP, pois proporcionam compreender as relações entre processos naturais que afetam o clima e as mudanças no meio ambiente, como mudanças nos padrões climáticos, eventos climáticos extremos, níveis do mar, emissões de gases de efeito estufa e a interação complexa entre a atmosfera, a hidrosfera e a geosfera. Além disso, permitem mensurar, avaliar e orientar os impactos de atividades humanas na natureza, como a mineração, assoreamento de rios e exploração inadequada de recursos hídricos, entre vários outros.

Entre as ações, Melo falou dos estudos em torno da descarbonização da economia, na busca de fontes minerais para a transição energética, de forma sustentável. E acrescentou que, ao mesmo tempo, são desenvolvidas pesquisas importantes para a segurança alimentar em áreas potenciais.

O diretor-presidente comentou ainda sobre:

• estudos em torno de riscos geológicos, como deslizamentos de terra, sismos, monitoramento e recuperação de terrenos;

• estudos sobre recursos hídricos, tanto em superfície quanto subterrâneos, além do mapeamento de enchentes;

• estudos para identificar as fontes de minerais críticos e estratégicos para a transição energética;

• produção de informações e dados necessários ao setor privado para atração de investimentos e geração de novos negócios no setor da mineração;

• pesquisas sobre tecnologias e inovações no aproveitamento de rejeitos de mineração para a descoberta de novas maneiras de produção mineral sustentável, como o projeto de biomineração de cobalto em rejeitos de minas de níquel.

Em relação à recuperação de áreas, o diretor-presidente comentou sobre um projeto especial do SGB, para Recuperação de Áreas Degradadas por Carvão na Bacia Carbonífera de Santa Catarina, na Região Sul do Brasil, inserido no bioma da Mata Atlântica. O SGB tem realizado estudos, projetos, obras e serviços de engenharia com o objetivo de recuperar os passivos ambientais de aproximadamente 1.200 hectares de áreas degradadas nas bacias hidrográficas dos rios Araranguá, Tubarão e Urussanga, no Sul do país.

Essa atividade consiste em ações efetivas de recuperação ambiental, que possibilitam a melhora da qualidade de vida dos habitantes da região e ajudam no desenvolvimento sustentável. De acordo com Inácio Melo, até o momento foram beneficiados 700 mil habitantes, com melhora da qualidade da água de rios, cascatas, riachos e lagos, obtendo-se um aumento significativo da quantidade e diversidade da vegetação e das espécies da fauna.

“Dentro do SGB, conduzimos ainda projetos inovadores em armazenamento geológico de gás carbônico, avaliação do potencial geotérmico, produção de hidrogênio natural, além do Programa Urânio Brasil. Acredito que estamos preparados para fazer muito mais. O SGB está desenvolvendo estudos de avaliação de mudanças climáticas em diversos biomas brasileiros, como recomendado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), com publicação prevista para a COP30, que ocorrerá em Belém do Pará, em 2025”, informou Inácio.

A principal mensagem da participação brasileira na COP28 é “Brasil unido em sua diversidade, a caminho do futuro sustentável”.

Assista ao discurso do diretor-presidente, Inácio Melo, na COP28:




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