Sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Cartas de Anomalias revelam commodities minerais em ferrovia na Bahia

Cartas de Anomalia feitas ao longo da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL)
Ferro, ouro, cobre, níquel e manganês. Estes são alguns dos minérios que podem ser encontrados em uma extensão de 100 quilômetros ao longo da Ferrovia de Integração Oeste – Leste (FIOL) no estado da Bahia, segundo revelam as Cartas de Anomalias lançadas nessa quinta-feira (17) pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) e pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM). Concentradas em 15 Cartas, as informações sobre estas commodities minerais consistem em dados gerados pelas duas instituições e, a partir do lançamento, devem atrair investimentos para a região e ampliar os estudos para a descoberta de novas jazidas minerais na região.

“As Cartas de Anomalias integram uma classe de produtos do Serviço Geológico do Brasil lançada há dois anos, em outras áreas, com o objetivo de incentivar a pesquisa mineral no país, além de fomentar investimentos pelo setor privado em áreas de commodities minerais, como é o caso da FIOL, na Bahia. A entrega destas 15 Cartas é resultado de uma importante parceria com a CBPM, parte de um acordo de cooperação vigente, e certamente irá contribuir com o desenvolvimento da região. Lançamos estas e estão programadas mais 44 Cartas para serem entregues nos próximos dois anos”, destacou o diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB-CPRM, Marcio Remédio.

Geofísico Rodrigo Vieira durante apresentação das Cartas de Anomalias
Com dados do SGB-CPRM e CBPM, as Cartas de Anomalias foram produzidas pela integração de imagens aerogeofísicas, obtidas por tratamentos computacionais específicos, adicionando-se informações geológicas, de recursos minerais conhecidos e de dados de levantamentos geoquímicos disponíveis. Conforme revelam as Cartas, podem ser encontrados ao longo da FIOL, ouro em Correntina, Umburanas e Jurema Leste; manganês e tálio em Coribe; chumbo e flúor na Serra do Ramalho; ferro e manganês em Caetité e Urandi; urânio em Lagoa Real; talco e Magnesita em Brumado; ferro-titânio-vanádio em Maracás; e cobre e níquel em Ipiaú.


De acordo com o geofísico Rodrigo Vieira, que apresentou as Cartas durante o lançamento, o método de processamento implantado pelo SGB-CPRM, neste projeto, é o mesmo adotado em outras províncias minerais e regiões estratégicas, localizadas em outros estados do Brasil, e tem gerado produtos de interesse para o setor mineral.

O geólogo Gilmar Rizzotto, que é pesquisador em Geociências e assessor da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais do SGB-CPRM, considera que esses produtos “são uma excelente oportunidade para os pequenos e médios empresários, pois será possível manipular dados multifonte integrados o que propiciará investigações mais robustas das zonas consideradas anômalas”.

Lucas Alcântara
Núcleo de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
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