Quarta-feira, 09 de junho de 2021

Comitiva do Governo Federal realiza visita técnica a Brumadinho, em Minas Gerais

Gestores acompanharam os trabalhos realizados após tragédia em Brumadinho

Uma comitiva do Governo Federal esteve na última semana nas dependências da Mina de Águas Claras da Vale, em Belo Horizonte, e na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, para acompanhar os desdobramentos do desastre registrado em 2019 após o rompimento da barragem de rejeitos de mineração. A comitiva foi composta por gestores da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM) do Ministério de Minas e Energia (MME), do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) e da Agência Nacional de Mineração (ANM), que se reuniram em Brumadinho com membros do Corpo de Bombeiros do Estado de Minas Gerais na Base Bravo de busca das vítimas, prefeitos de municípios vizinhos e associações representativas.


A ida dos gestores a Minas Gerais foi proposta pelo titular da SGM do Ministério de Minas e Energia, Alexandre Vidigal, que coordenou a comitiva. Ele reiterou a importância de o Governo Federal acompanhar ações que estão sendo executadas pela mineradora Vale após o desastre. Durante a visita técnica, Vidigal e demais gestores sobrevoaram a região, desde a área de rompimento da barragem da mina Córrego Feijão até a foz do Rio Ferro Carvão, no Rio Paraopeba. O secretário também participou da reunião com prefeitos das cidades de Brumadinho, Mário Campos, São Joaquim de Bicas e Betim, além do encontro com a Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos da Tragédia do Rompimento da Barragem Mina Córrego Feijão Brumadinho (AVABRUM).


Comitiva sobrevoou a região afetada

“A visita ao local do desastre para conhecimento dos trabalhos e contato com as pessoas envolvidas, inclusive com os familiares das vítimas, foi muito relevante, pois se passou a ter uma leitura e compreensão pessoal e direta dos fatos, impressões que não se consegue ter com a mesma precisão quando aquele conhecimento dos fatos decorre da percepção transmitida por terceiros. Com tal leitura e análise direta, além da agilização do entendimento, tem-se a segurança quanto às providências que possam ser tomadas”, disse o secretário Alexandre Vidigal.


O diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil, Esteves Colnago, participou da visita técnica acompanhado da diretora de Hidrologia e Gestão Territorial, Alice Castilho, e do superintendente do SGB/CPRM em Belo Horizonte, Marlon Coutinho. Para o gestor, a ida a Brumadinho faz parte de um acompanhamento necessário devido à proporção do evento, que deve ser monitorado continuamente pelos órgãos responsáveis. Colnago lembra que, na época, o Serviço Geológico atendeu à recomendação do MME e encaminhou 30 pesquisadores, analistas e técnicos em geociências para levantamento de informações técnicas em Brumadinho um dia após o desastre.


“A nossa ida à cidade é importante no sentido de acompanhar os desdobramentos, de verificar de perto o que vem sendo feito. Pudemos verificar as ações que a Vale tem desenvolvido em relação à desativação e monitoramento de barragens de rejeitos, bem como ações quanto aos impactos da ruptura da barragem da mina do Córrego do Feijão, remoção de rejeitos e tratamento das águas da bacia do ribeirão Ferro Carvão, instalação de captações para abastecimento público, inclusive para a região metropolitana de Belo Horizonte. Acompanhamos, ainda, o espaço onde está sendo instalado equipamento para a busca das dez vítimas ainda desaparecidas”, contou Esteves Colnago.


Gestores se reuniram com familiares de vítimas e prefeitos da região

Ainda sobre o atendimento emergencial, a diretora Alice Castilho destacou que, para viabilizar o monitoramento, em janeiro de 2019, foi montada uma sala de situação na Superintendência Regional do SGB/CPRM em Belo Horizonte para acompanhar em tempo real as informações recebidas das equipes que foram ao trabalho de campo. A mobilização foi imediata, seguindo a orientação do MME, que também contou com a integração de técnicos da Agência Nacional de Mineração.

Técnicos das áreas de Hidrologia e Geoquímica monitoraram a velocidade do avanço do rejeito e coletaram amostras de água, sedimentos em suspensão e sedimentos de fundo, que eram informações fundamentais para saber a qualidade da água do rio Paraopeba, sobretudo para as cidades abastecidas. Os levantamentos permitiram analisar a gravidade e esclarecer inúmeras dúvidas após a tragédia, segundo explicou a gestora do SGB/CPRM.

O diretor-presidente da Agência Nacional de Mineração, Victor Hugo Bicca, também integrou a comitiva ao lado do gerente regional do órgão em Minas Gerais, Jânio Alves Leite.

Lucas Alcântara
Assessoria de Comunicação (ASSCOM)
Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM)
Lucas.estevao@cprm.gov.br
asscom@cprm.gov.br