Quinta-feira, 10 de junho de 2021

Governo Federal leiloa depósito de fosfato de Pernambuco e Paraíba

 Representantes do SGB/CPRM, SPPI, EPL e BF Mineração
O Governo Federal, através do Ministério de Minas e Energia (MME), licitou na modalidade leilão, nesta quinta-feira (10/06), o depósito mineral do projeto Fosfato - Miriri do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), para a empresa BF Mineração LTDA. A empresa arrematou os direitos de exploração do projeto, que foi qualificado no Programa de Parceria de Investimentos (SPPI), do Ministério da Economia. A sessão pública aconteceu nesta tarde, no escritório do SGB/CPRM no Rio de Janeiro.

A BF Mineração LTDA. ofereceu o valor de R$ 51 mil em bônus de assinatura, o que representa um ágio de 70% do lance mínimo. Além disso, se a empresa vencedora viabilizar um projeto para a produção de concentrado de fosfato, será pago um bônus de oportunidade ao Serviço Geológico do Brasil de R$ 2.631.000,00, nesse caso, são esperados R$ 190 milhões em investimentos, além da expectativa de geração de 2.000 empregos.

O projeto Miriri foi objeto de estudos do Serviço Geológico do Brasil na década de 1970 e, após a reavaliação dos dados gerados nessa época, foi realizada a valoração econômica do ativo por consultoria independente.

 O diretor Marcio Remédio, o diretor presidente Esteves Colnago e o representante da BF Mineração, Luis Azevedo realizam ato simbólico.


Para Bruno Eustáquio, secretário-executivo adjunto do Ministério de Minas e Energia (MME), o governo federal cumpre mais uma vez o seu papel no fomento de novas oportunidades para ampliar a mineração no país. "O resultado do leilão de hoje revela, não somente, do lado de quem está estruturando, tamanha dedicação e preocupação com o modelo econômico e editalício, mas, sobretudo, que o investidor está confiante. Abre ainda espaço para mais de R$ 190 milhões em investimentos e, sobretudo, geração de emprego e renda. Assim, o Serviço Geológico segue cada vez mais preparado para contratar com o parceiro privado", argumentou o secretário.

O diretor-presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), vinculada ao Ministério de Infraestrutura, Arthur Luis Pinho de Lima, celebrou a realização do leilão. “Nós da EPL acreditamos no futuro do Brasil e sabemos que um dos principais canais de geração de emprego e renda passa pela mineração”, disse Lima em discurso na sessão.


Segundo o diretor de Geologia e Recursos Minerais do Serviço Geológico do Brasil, Marcio José Remédio, a vitória da empresa BF Mineração representa mais um passo do trabalho minuncioso de disponibilização dos ativos minerários do Serviço Geológico do Brasil. “A partir de agora nós nos colocamos à disposição da empresa vencedora e continuamos divulgando os demais projetos, como o próximo depósito de Caulim, previsto para novembro deste ano”, ressaltou o diretor.

O Secretário de Parcerias em Energia, Petróleo, Gás e Mineração da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SPPI), Frederico Munia Machado, comentou a importância de gerar mais oportunidades de investimentos. “Esse foi o 3º leilão realizado a partir da parceria bem sucedida entre MME, SGB/CPRM e PPI. E o trabalho continua. O PPI sabe da importância de gerar mais oportunidades de investimentos em mineração. Além dos esforços na preparação dos próximos leilões de ativos do SGB/CPRM, temos nos dedicado intensamente na realização de rodadas regulares de disponibilidade de áreas da ANM. São todos projetos catalisadores do crescimento do setor mineral brasileiro”, argumentou Frederico Machado.

 Comissão de Licitação fazendo a abertura e leitura do envelope.
Já o presidente da Comissão Especial de Licitação, Leandro Bertossi, falou sobre os trabalhos desenvolvidos pelo Serviço Geológico. “O desenvolvimento de um projeto de fosfato no nordeste do país visa diminuir a grande dependência nacional desse insumo tão importante para a agricultura do país”, disse.

Concluindo, o representante da empresa vencedora BF Mineração, Luis Azevedo, destacou as características do depósito.”Nós acreditamos no projeto, ele é bem localizado e está ao lado do mercado consumidor. Qualquer ativo de fertilizante deve ser avaliado. O fertilizante é mais do que um ativo mineral. É um ativo que vai dar mais sustentabilidade e que vai dar a possibilidade do Brasil crescer no futuro”, argumentou o CEO.


Miriri- o depósito de fosfato de Miriri está localizado na região costeira dos estados de Pernambuco e Paraíba, correspondendo a sete processos minerários divididos em dois blocos, totalizando 6.112,18 hectares com 115 milhões de toneladas de minério de fosfato e teor médio de 4,19% de P2O5.

A região do Projeto Miriri está inserida na Bacia do Paraíba, mais especificamente nas sub-bacias Olinda e Alhandra, e está predominantemente encoberta por sedimentos cenozóicos do Grupo Barreiras e depósitos pós-Barreiras. A mineralização ocorre nas fácies fosfáticas da Formulação Itamaracá e ocorre em três tipos de minérios: fosforitos, rochas fosfáticas silicáticas e rochas fosfáticas carbonáticas.

Nesta quinta-feira também foi ofertado o depósito de Cobre de Bom Jardim (GO), contudo não foram apresentadas propostas. Segundo a comissão de licitação, a concorrência poderá se repetir junto ao leilão do depósito de Rio Capim/ Caulim, previsto para novembro deste ano.


Letícia Peixoto Assessoria de Comunicação (ASSCOM)
Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM)
leticia.peixoto@cprm.gov.br
asscom@cprm.gov.br


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