Sexta-feira, 26 de agosto de 2022

SGB-CPRM identifica 96 áreas de risco alto ou muito alto nas cidades mineiras de Paraisópolis e de Santa Luzia

Cerca de 5 mil pessoas enfrentam perigos geológicos nos municípios observados

Distribuição dos setores de risco geológico no perímetro urbano de Paraisópolis - MG

O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) divulgou, neste mês, duas Setorizações de Áreas de Risco Geológico, em municípios de Minas Gerais. Os relatórios identificaram nove áreas de risco alto e 12 de risco muito alto em Paraisópolis, além de 35 regiões de risco alto e 40 de risco muito alto em Santa Luzia. As publicações são resultado de observações obtidas no primeiro semestre deste ano.

Elaboradas por pesquisadores do SGB-CPRM, em parceria com técnicos das prefeituras locais, as análises caracterizaram em risco alto ou muito alto áreas urbanas sujeitas a sofrerem perdas ou danos causados por desastres geológicos.

De acordo com os estudos, há 4.356 pessoas e 1.084 imóveis em áreas de risco em Santa Luzia. Já em Paraisópolis foram identificados 854 habitantes e 92 construções em regiões de risco geológico. Os resultados do primeiro município foram comparados à análise anterior - feita em 2012 - na mesma localidade. As equipes detectaram riscos de corrida de massa, deslizamento, enxurrada, enchente, erosão, inundação, queda e subsidência.

Síntese comparativa dos resultados da Setorização de Áreas de Risco Geológico de Santa Luzia - MG

Síntese dos resultados da Setorização de Áreas de Risco Geológico de Paraisópolis - MG

O intuito dos trabalhos é gerar informações científicas que sirvam de base para a tomada de decisões relacionadas às políticas de ordenamento territorial e à prevenção de desastres. As informações coletadas podem, ainda, fomentar a elaboração de projetos de intervenção estrutural em áreas de risco e de planos de contingência, além de direcionar ações da Defesa Civil.

Os resultados representam as condições observadas no momento das visitas de campo - podendo haver alteração ao longo do tempo. Isso significa que as setorizações devem ser periodicamente atualizadas. Além disso, os documentos expressam que as informações não devem ser aplicadas em qualquer situação incompatível com a escala cartográfica de elaboração, como por exemplo na avaliação de obras de engenharia ou na indicação de quando ocorrerá evento adverso em áreas de risco.

Acesse os resultados completos das Setorizações:


Setorização de áreas de risco geológico: Paraisópolis, Minas Gerais
Setorização de áreas de risco geológico: Santa Luzia, Minas Gerais

Amanda Rosa
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
Ministério de Minas e Energia
imprensa@cprm.gov.br
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