Sexta-feira, 20 de agosto de 2021

SGB vai mapear áreas para o programa Garantia Safra

Reunião ocorreu na Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror). Foto: Sepror Amazonas Na manhã da última terça-feira (17), o Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) participou de uma reunião do Comitê Estadual do Garantia Safra no Amazonas. Estiveram presentes o titular da pasta, Petrucio Magalhães Junior, a diretora de Hidrologia e Gestão Territorial do SGB-CPRM, Alice Castilho, e representantes da empresa no Amazonas.

A reunião, que ocorreu na Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), tratou da participação do SGB-CPRM no Garantia Safra: os especialistas vão definir uma metodologia que permitirá mensurar perdas de produtores agrícolas da região da Bacia do Juruá, para que sejam amparados pelo programa do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O principal objetivo do programa, que foi ampliado para o Amazonas no mês de junho , é garantir a segurança alimentar dos agricultores familiares, em casos de perda de safra em regiões específicas. O SGB-CPRM vai ajudar na aferição das perdas dos produtores do Amazonas através do monitoramento da bacia amazônica. “A empresa pode dizer, com propriedade, quando é que a cheia está destruindo as plantações nas várzeas do estado”, diz Heitor Liberato, coordenador do programa no Amazonas.

Para Alice Castilho, a possibilidade de um trabalho em parceria com a Secretaria de Produção Rural do Amazonas, em um programa do âmbito federal, é um objetivo de elevada importância. “Temos uma grande capilaridade em função da operação da rede hidrológica nacional e de outros projetos também, e com isso a gente imagina que o SGB-CPRM vai contribuir muito com este conjunto de instituições”, afirmou.

O GARANTIA SAFRA é uma ação integrada ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura, executada no âmbito da Secretaria de Política Agrícola do Mapa. Criado em 2002, o programa instituiu também o Fundo Garantia-Safra, que promove o gerenciamento dos recursos financeiros empregados a partir da contribuição dos agricultores, municípios, estados e União.

A verificação de perdas passa pela solicitação de vistoria, liberação de amostras e cálculo de perdas nos laudos amostrais. Em seguida, órgãos como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) fazem a análise de perda de produção. Após comprovação de perda acima de 50% no município, começa o processo para o pagamento dos benefícios.

Cheia de 2021 causou prejuízos no Amazonas.  Foto: Sepror Amazonas A cheia recorde do rio Amazonas em 2021 provocou perdas estimadas em, pelo menos, R$ 206 milhões para produtores agrícolas. Pelo menos 20 mil famílias de agricultores foram atendidos pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam).

A reunião aconteceu em formato virtual, também com a presença do coordenador estadual, Heitor Liberato Júnior; do titular da Secretaria Executiva Adjunta de Política Agrícola, Pecuária e Florestal do Amazonas (Seapaf), Airton Schneider; do superintendente regional do SGB-CPRM, Marcelo Batista Motta; e do pesquisador do SGB-CPRM, Marco Oliveira.





Janis Morais
Bettina Gehm

Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM)
imprensa@cprm.gov.br
  • Imprimir