Segunda-feira, 19 de julho de 2021

Sala de Situação do Serviço Geológico do Brasil vai monitorar eventos críticos e áreas de risco

Informações sobre desastres naturais serão acompanhadas em tempo real e devem auxiliar gestores públicos do país na tomada de decisões

Sala de Situação fica situada na unidade do Serviço Geológico no Rio de Janeiro e poderá ser acessada por outras unidades espalhadas pelo país. Foto: Lucas Alcântara/ Asscom SGB
O monitoramento das áreas de risco geológico e dos sistemas de alerta hidrológico de eventos críticos - cheias e estiagens - foi reforçado neste mês a partir do lançamento de uma importante iniciativa do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Encontra-se em fase de implantação a Sala de Situação, que fica situada na unidade do Rio de Janeiro e permitirá, nacionalmente, o compartilhamento e a visualização de informações com cruzamento de dados referentes às áreas de risco, o acompanhamento em tempo real do volume de chuva e os níveis dos principais rios do país que são monitorados pelo SGB/CPRM, além do registro de eventos sismográficos e do acompanhamento de ações emergenciais.

A Sala de Situação foi projetada para integrar dados do monitoramento já realizado pelo SGB/CPRM, ampliando o serviço por meio de salas similares, em menor proporção, já em funcionamento em algumas das demais unidades da instituição espalhadas pelo país, que operam os sistemas de alerta. A Sala busca visualizar áreas, integrar dados e ajudar aos gestores públicos na tomada de decisão diante de eventos geológicos, permitindo, por exemplo, o cadastro de deslizamentos e inundações no Sistema de Cadastro de Movimento de Massa e Inundação (SCDI). Todos os dados disponíveis nas plataformas que integram a Sala também poderão ser acessados pela Defesa Civil Nacional.

Diretor-presidente do SGB/CPRM, Esteves Colnago, destaca importância da sala para o país. Foto: Lucas Alcântara/ Asscom SGB
O projeto surgiu há dois anos, sendo consolidado agora, e foi executado por técnicos da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial (DHT), por meio do Departamento de Gestão Territorial (DEGET), e da Diretoria de Infraestrutura Geocientífica (DIG), por meio do Departamento de Informações Institucionais (DEINF). O diretor-presidente do SGB/CPRM, Esteves Colnago, oficializou a inauguração da Sala durante a recente visita à unidade do Rio de Janeiro realizada pela secretária de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Lilia Sant’Agostino, e do ex-presidente do Conselho de Administração do SGB/CPRM, Alexandre Vidigal. Na ocasião, Colnago enfatizou a importância da entrega para o monitoramento dos desastres naturais.

“Este equipamento nos permite acompanhar a cada minuto o que acontece no país, como a cheia do rio Amazonas, a vazante do Pantanal, as áreas onde há ocorrências de acidentes geológicos, os registros sísmicos que acontecem no Brasil inteiro. Este é o resultado de um trabalho importante desenvolvido pelas equipes da DHT e da DIG, unindo os conhecimentos das áreas técnica e tecnológica. Além da Sala de Situação no Rio de Janeiro, dispomos também salas em algumas de nossas unidades, que operam sistemas de alerta, tornando possível à sociedade o acompanhamento das ocorrências em sua região ou nas proximidades”, disse Colnago ao lançar o novo equipamento.

Técnicos da DEINF explicam funcionalidades técnicas da Sala de Situação. Foto: Lucas Alcântara/ Asscom SGB
Na avaliação do titular da DIG, Paulo Romano, a entrega da Sala de Situação demonstra o perfil de integração priorizado pela diretoria do SGB/CPRM, unindo áreas da empresa para avançar em projetos importantes e superando entraves, como as restrições orçamentárias. “Temos um potencial enorme nesta época de dificuldades orçamentárias de gerar e obter grandes resultados por meio da integração com os nossos recursos, como foi o caso dos recursos utilizados para a Sala de Situação oriundos da área tecnológica do DEINF e da área técnica do DEGET. Com isso, esse equipamento torna o Serviço Geológico mais próximo do cidadão e das suas comunidades”, disse o diretor.

Histórico e funcionalidades
A projeto inicial da Sala de Situação foi esboçado para que o sistema visualizador das áreas de risco geológico mapeadas pelo SGB/CPRM desde 2013 fosse acessado on-line pela União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) no projeto Atlas de Risco da América do Sul, com foco também na integração de dados e compartilhamento de informações para auxiliar os gestores públicos brasileiros na tomada de decisões. Iniciou-se, portanto, a estruturação da Sala com a disponibilização de recursos pela DHT e a estruturação técnica para montarem do equipamento e implantação dos sistemas sob a responsabilidade da DIG. Os sistemas da Sala podem ser acessados local, no espaço onde funciona no Rio de Janeiro, ou de modo remoto, como é o caso do acesso das demais unidades regionais do SGB/CPRM.

Alice Castilho, diretora da DHT, mostra as funcionalidades dos sistemas que integram a Sala de Situação. Foto: Lucas Alcântara/ Asscom SGB
A titular da DHT, Alice Castilho, explica que além do monitoramento de informações, o novo equipamento abrigará uma sala de treinamento de Educação à Distância (EAD). Durante o lançamento, a gestora destacou que a Sala faz o acompanhamento das chuvas e as áreas de risco setorizadas, com destaque para o monitoramento das 16 bacias hidrográficas acompanhadas pelo SGB/CPRM por meio dos sistemas de alerta hidrológico de eventos críticos (cheias e estiagens). Neste contexto, há a previsão de capacitação para a leitura de mapas meteorológicos e boletins dos sistemas de alerta, e para cruzar as informações com os 1794 municípios brasileiros setorizados, entre cidades visitadas e revisitadas.

Outra funcionalidade da Sala de Situação é o acompanhamento das ações emergenciais com o objetivo de divulgar as informações entre as equipes envolvidas e apoiar a Defesa Civil e outros órgãos para a tomada de decisões. Em relação a esta funcionalidade, Alice Castilho destaca a possibilidade do acompanhamento do caso de Maceió, capital de Alagoas, onde bairros estão afetados pelo fenômeno de afundamento de solo. A diretora acrescenta que o uso da Sala visa acompanhar a evolução da deformação do terreno da cidade ao longo do tempo para subsidiar o Ministério Público Federal e a Defesa Civil nas tomadas de decisões.

Sala de Situação foi lançada no Rio de Janeiro, no escritório administrativo do SGB/CPRM. Foto: Lucas Alcântara/ Asscom SGB
Por meio da Sala, poderá ser feito o acompanhamento de outras ações emergenciais nas quais o SGB/CPRM tenha envolvimento, como o monitoramento da recuperação da Bacia Carbonífera em Santa Catarina, áreas sujeitas a afundamentos, além da questão dos passivos mineiros. Em relação à sismologia, a Sala terá acesso aos dados da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) para o acompanhamento de eventos registrados nos estados.

Lucas Alcântara

Assessoria de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil

Lucas.estevao@cprm.gov.br

Asscom@cprm.gov.br
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