Projeto na Província Mineral do Seridó identifica depósitos de ouro, scheelita, molibdênio, bismuto, cobre e ferro

14/06/2024

As informações são uma importante ferramenta para reduzir riscos de investidores e identificar áreas prioritárias para a pesquisa mineral

Foto: SGB/Divulgação
Foto: SGB/Divulgação

Brasília (DF) - Em resposta aos desafios impostos pelo cenário econômico global, a competitividade crescente no setor de mineração tem levado à priorização de projetos já avançados. Nesse contexto, países com melhor infraestrutura geológica e acesso a dados detalhados têm se destacado na atração de investimentos, tanto nacionais quanto internacionais.

O Serviço Geológico do Brasil (SGB), reconhecendo a importância estratégica desse setor, avança com o lançamento dos resultados do projeto “Evolução Crustal e Metalogenia da Província Mineral do Seridó”, pertencente ao empreendimento Áreas de Relevante Interesse Mineral (ARIMs), que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), dentro da ação Avaliação dos Recursos Minerais do Brasil, que integra o Programa Geologia, Mineração e Transformação Mineral. 

Situada nos estados do Rio Grande do Norte e Paraíba, a Província Mineral do Seridó abrange uma área de 45.000 km², onde foram identificados diversos tipos de mineralizações, incluindo depósitos de ouro, scheelita, molibdênio, bismuto, cobre e ferro. A região, rica em depósitos polimetálicos, desempenha um importante papel na balança comercial local, com uma história de mineração que remonta à metade do século XX.

Os resultados do projeto agora estão disponíveis aqui. Os dados são uma ferramenta fundamental para reduzir riscos de investidores e identificar áreas prioritárias para a pesquisa mineral.

O trabalho foi marcado pela realização de estudos geológicos detalhados, incluindo cartografia geológica, estratigrafia, geologia estrutural, geoquímica prospectiva e levantamentos geofísicos. Essas pesquisas resultaram em descobertas significativas sobre as características metalogenéticas da região, ressaltando os depósitos de tungstênio, além de ouro, ferro e gemas preciosas, como águas-marinhas e esmeraldas.

Os avanços obtidos através do projeto incluem o reconhecimento de correlações significativas entre os depósitos de minerais, aprimorando a compreensão das características geológicas e potencializando futuros levantamentos. O mapeamento em subsuperfície, por exemplo, revelou importantes anomalias magnéticas nas minas de ferro de Saquinho e Bonito, abrindo novas possibilidades para a exploração mineral na região.

O projeto foi executado pela Gerência de Geologia e Recursos Minerais da Superintendência Regional de Recife, com supervisão nacional da Divisão de Geologia Econômica (DIGECO) e coordenação-geral do Departamento de Recursos Minerais (DEREM). 

Com esse trabalho, o SGB reforça seu compromisso com o desenvolvimento socioeconômico, destacando-se no cenário global de mineração por sua capacidade de integrar ciência, tecnologia e inovação à pesquisa mineral.

Núcleo de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br

Outras Notícias

Rio Grande do Norte: mapas de recursos minerais são ferramentas fundamentais para o poder público e iniciativa privada

Estudo sobre as regiões de João Câmara e São José do Campestre destacam ocorrências de rochas ferríferas com teores que ultrapassam 50% de ferro

17/07/2024

Serviço Geológico do Brasil avalia riscos em atrativos geoturísticos na Chapada das Mesas (MA)

O estudo visa garantir a segurança de residentes, turistas e visitantes, além de fortalecer o geoturismo na região

17/07/2024

Nova publicação estimula investimentos em cinco estados brasileiros

Serviço Geológico do Brasil disponibiliza 53 cartas de anomalias localizadas no Amapá, Pará, São Paulo, Paraná e Santa Catarina

16/07/2024