Cartas de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais de Massa e Inundações

Documento cartográfico complementar ao Objeto 0602 do Programa de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais, incluído no Plano Plurianual 2012-2015 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Sua elaboração considera, entre outras referências, as diretrizes contidas no manual para zoneamento de suscetibilidade, perigo e risco a deslizamento, publicado em 2008 pelo Comitê Técnico de Deslizamentos e Taludes Construídos das associações técnico-científicas internacionais de geologia de engenharia e engenharia geotécnica (ISSMGE, IAEG e ISRM-JTC-1), traduzido em 2013 pela ABGE e pela ABMS.

A utilização da carta pressupõe consulta prévmunicipios_suscetibilidade_20_01_2017.jpgia ao documento técnico que a acompanha, denominado Carta de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais de Massa e Inundações, 1:25.000 - Nota Técnica Explicativa (atualizado em 22/04/2015). Os dados disponibilizados podem sofrer alterações em suas versões de publicação sem prévia comunicação, devido a correções e atualizações das informações contidas nas cartas.
Os levantamentos abrangeram 300 municípios brasileiros até janeiro de 2016 e foram realizados em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - Censipam, a Universidade Federal do Paraná - UFPR e o Instituto de Geografia e Estatística - IBGE.


 Aspecto geral das Cartas de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais de Massa e Inundações. (Clique para ampliar.) Objetivo
Cartografar áreas suscetíveis a movimentos gravitacionais de massa e inundação, classificadas como alto, médio e baixo, relacionadas, principalmente, com movimentos de massa e inundações, em municípios brasileiros priorizados pelo Governo Federal.


Escala
As informações geradas para a elaboração da carta estão em conformidade temática com as escalas 1:50.000 (AC, AM, AP, PA, RO e RR) e 1:25.000 (demais estados), podendo a carta eventualmente ser apresentada em escalas menores.


Abrangência
Território nacional.


Conjunto de Dados Geográficos
O zoneamento apresentado é de nível básico e está fundamentado em fatores naturais predisponentes espacializáveis, obtidos por meio de compilação e tratamento de dados secundários disponíveis e da validação em campo.

As zonas apontadas na carta indicam áreas de predominância quanto ao processo analisado. Não indicam a trajetória e o raio de alcance dos materiais mobilizáveis e, tampouco, a interação entre os processos. A classificação relativa (alta, média, baixa) aponta áreas onde a propensão ao processo é maior ou menor em comparação a outras. Dentro das zonas pode haver áreas com classes distintas, mas sua identificação não é possível, devido à escala da carta. Nos terrenos, a transição entre as classes tende a se apresentar de modo mais gradual. Suscetibilidade baixa não significa que os processos não poderão ser gerados em seu domínio, pois atividades humanas podem modificar sua dinâmica. A presença de feições associadas a processos pode alterar localmente a classe indicada.

O zoneamento não pode ser utilizado para avaliar a estabilidade dos terrenos, bem como não se destina a emprego em escala que não seja a de origem, sendo que tais usos inapropriados podem resultar em conclusões incorretas. Estudos mais detalhados em nível local são necessários, particularmente em áreas de suscetibilidade alta e média, podendo produzir limites distintos ante os apontados na carta. Nas áreas urbanizadas/edificadas, ressalva-se o fato de que as classes indicadas podem estar alteradas, para mais ou para menos, a depender do grau de influência da ocupação existente. A incidência de suscetibilidade alta em áreas urbanizadas pressupõe condições com potencial de risco maior e requer estudos específicos.

No intuito de contribuir para a interpretação das classes de suscetibilidade a movimentos de massa e inundação, são elaborados mapas de padrões de relevo para cada município em análise. Este produto é elaborado de forma padronizada a partir da aplicação da Biblioteca de Padrões de Relevo, que visa disponibilizar uma compartimentação geomorfológica proposta pela metodologia de mapeamento da suscetibilidade de municípios em escala de semidetalhe (1:25.000). O mapeamento de padrões de relevo representa, em linhas gerais, o 3º táxon hierárquico da metodologia de mapeamento geomorfológico proposta por Ross (1992). Em alguns casos, foram mapeadas relevantes feições de relevo para o mapeamento em escala de maior detalhe, alcançando o 4º táxon.

As imagens, os modelos digitais do terreno/superfície e as bases cartográficas utilizados na elaboração das cartas de suscetibilidade foram cedidos pelos seguintes órgãos: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, Exército BDGEX-DSG, Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - CENSIPAM, Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S/A - Emplasa, Secretaria de Estado do Ambiente - SEA/RJ, Instituto de Geoinformação e Tecnologia - IGTEC/MG, Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia - SEI/BA, Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará - IPECE/CE, Instituto Estadual de Meio Ambiente - IEMA/ES, Secretaria de Desenvolvimento Sustentável - SDS/SC, Prefeitura Municipal de Porto Alegre/RS e Prefeitura Municipal de Ribeirão das Neves/MG.

As bases cartográficas apresentam escalas variando de 1:250.000 a 1:25.000, ocasionalmente ajustadas à escala 1:25.000 (rede de drenagem, rodovias e mancha urbana) e/ou modificadas pela CPRM para atender aos interesses do projeto. O IBGE, através de sua Diretoria de Geociências, está executando a validação da qualidade geométrica dos mapeamentos cartográficos das bases oriundas dos levantamentos por RADAR, aerotransportado e aerofotogrametria digital, a fim de garantir a precisão necessária para a elaboração das cartas de suscetibilidade. Esse trabalho de validação é composto por levantamentos de malhas de pontos de controle em campo e posterior elaboração de relatórios de análise geoestatística.

As imagens utilizadas nas interpretações são oriundas do RapidEye (resolução 5,0 m), ortoimagens de RADAR (resolução 2,5 m) e ortofotos (resolução de 0,39 a 10 m). Foram utilizados modelos digitais de elevação e terreno oriundos de levantamentos por RADAR (resolução de 1,0 a 10 m), aerofotogramétricos (resolução de 1,0 a 20 m) e do TOPODADA-INPE (resolução 30x30 m).


Produtos Gerados e Disponibilização dos Dados
Os produtos gerados pelo projeto compreendem:
  • Cartas de Suscetibilidade contendo as áreas suscetíveis e encartes dos temas, tais como hipsometria, declividade, padrões de relevo, dados hidrológicos e, ocasionalmente, litologias (formato PDF).
  • Banco de dados em SIG (formatos shapefile e raster).
  • Visualizador do banco de dados geográfico do projeto: RISCOS GEOLÓGICOS.GIS.
A disponibilização dos dados é realizada através do site e também por meio de DVD contendo mapa e SIG. Confira a relação dos municípios cujos produtos em DVD já foram entregues às prefeituras.

Os metadados das cartas finalizadas podem ser consultados através do catálogo de metadados da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais - INDE.

Abaixo estão listados os municípios levantados e seus respectivos produtos. As cartas assinaladas com (*) foram executadas pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT, já as demais foram elaboradas pela CPRM. São eles:


































Veja Também



Área suscetível a rolamento de blocos (Anchieta - ES) Áreas planas a colinosas com baixa suscetibilidade a movimentos gravitacionais de massa (Canelinha - SC)  Encosta com alta suscetibilidade a movimento de massa - deslizamentos (Canelinha - SC) Área de planície com alta suscetibilidade a inundações lentas (Piúma - ES) Área suscetíviel a corridas de massa e enxurradas (Petrópolis - RJ) Paredão rochoso com alta suscetibilidade a desplacamentos e quedas de blocos (Petrópolis - RJ)



Contato e Informações:
Diogo Rodrigues Silva
Geólogo Coordenador das Cartas de Suscetibilidade
E-mail: diogo.rodrigues@cprm.gov.br

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