Setorização de Riscos Geológicos

O Serviço Geológico do Brasil - CPRM integra o Programa Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres do Governo Federal (PPA 2012-2015), tendo como atribuição mapear áreas de risco geológico, classificadas como de muito alto e alto, relacionadas principalmente com movimentos de massa e inundações, em 821 municípios brasileiros prioritários.

As informações levantadas pela CPRM são disponibilizadas para o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais – CEMADEN (MCTI), a fim de subsidiar a emissão de avisos e alertas meteorológicos; e para o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres – CENAD (MI), para a emissão de alertas às Defesas Civis estaduais e municipais, visando ações de prevenção e resposta frente aos desastres naturais.

Aspecto geral das pranchas de setorização de risco geológico (Clique para ampliar)

Objetivo
A setorização de riscos geológicos tem por finalidade a identificação, a delimitação e a caracterização de áreas ou setores de uma encosta ou planície de inundação sujeitas à ocorrência de processos destrutivos de movimentos de massa, enchentes de alta energia e inundações. Todo o acervo de dados é disponibilizado para órgãos e instituições do governo federal, de estados e de municípios que atuam na prevenção e no monitoramento de eventos climáticos catastróficos, visando contribuir para a redução dos danos e para a diminuição das perdas, de vidas e materiais, relacionadas aos desastres naturais.


Escala
Variável de 1.000 a 3.000.


Abrangência
Território nacional.


Conjunto de Dados Geográficos/Produtos Gerados
O setor de risco geológico consiste em um polígono envolvendo a porção de uma encosta ou planície de inundação com potencial para sofrer algum tipo de processo natural ou induzido que possa causar danos, sendo delimitado sobre imagens e/ou fotografias georreferenciados em ambiente SIG (formato shapefile) ou gerado como arquivo KML/KMZ do Google Earth.

O setor de risco é delimitado com base na ocorrência de indícios e evidências observadas no local, tais como: trincas no solo, degraus de abatimento, árvores inclinadas, cicatrizes de deslizamentos, marcas de cheia, entre outros. Cada setor de risco é representado em uma prancha de setorização no tamanho A3, apresentada no formato PDF, com fotos relativas aos indícios observados no terreno e nas moradias, além de outras estruturas urbanas em risco, contendo a descrição da tipologia do processo e informações para o entendimento dos condicionantes.

Os trabalhos de campo incluem o levantamento estimado do número de moradias e pessoas afetadas ou passíveis de serem afetadas. São indicadas as intervenções estruturais e não estruturais, tais como obras de contenção, drenagem, remoção de moradias, entre outras intervenções. Em ambiente SIG, o arquivo shapefile é associado a uma base de dados descritiva com diversos campos de informação semelhantes aos dados descritivos da prancha. Todos os dados levantados são disponibilizados para os representantes do município e da Defesa Civil e também para CEMADEN, CENAD, CEF, Ministério das Cidades e outros órgãos e instituições integrantes do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais do Governo Federal.

Abaixo estão os municípios trabalhados e seus respectivos produtos (arquivo ZIP contendo: formulário CEMADEN, setores de risco, KML, SIG e relatório). Acesse também GEOLOGIA DE ENGENHARIA.GIS, visualizador de mapas através do Sistema Geográfico de Informações, disponível no GeoSGB.





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