Sexta-feira, 28 de julho de 2017

Geologia Marinha na CPRM é um dos temas do Rio Acoustics 2017

 Ivo Pessanha, chefe da Divisão de Geologia Marinha, faz sua apresentação no
Rio Acoustics 
O Serviço Geológico do Brasil sediou, pela segunda vez, o 3º Simpósio de Acústica em Geociências Subaquáticas (RIO Acoustics 2017), de 25 a 27 de julho.

Este simpósio é um evento único bianual, realizado na América Latina, que conecta cientistas e profissionais de mais de 30 países para trocar conhecimento, experiência e melhores práticas na investigação acústica de ambientes e ecossistemas subaquáticos.

Ivo Pessanha, chefe da Divisão de Geologia Marinha DIGEOM), discorreu sobre “A Geologia Marinha na CPRM”, informando sobre a missão de produzir informações geológicas, de caráter técnico, econômico e ambiental, necessárias para subsidiar a tomada de decisão por parte de empresas, públicas e privadas, e órgãos governamentais brasileiros quanto às atividades de exploração mineral e gestão ambiental da Plataforma Continental Jurídica do Brasil (PCJB) e de áreas internacionais adjacentes promovendo o desenvolvimento técnico-científico e socioeconômico de forma sustentável. Outro ponto destacado por ele foi o interesse do Estado brasileiro de ampliar a presença brasileira na região do Atlântico Sul e Equatorial também pelo enfoque político estratégico.

As atividades da CPRM estão sendo executadas segundo dois grandes programas nacionais executados no âmbito da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), aos quais a CPRM exerce a coordenação técnica e operacional: Programa de Avaliação da Potencialidade Mineral da Plataforma Continental Jurídica Brasileira (REMPLAC) e o Programa de Prospecção e Exploração dos Recursos Minerais da Área Internacional do Atlântico Sul e Equatorial (PROAREA).

Ivo Pessanha informou que no âmbito do REMPLAC as atividades da CPRM estão sendo executadas segundo três projetos principais: Plataforma Rasa do Brasil, Prospecção e Exploração de Diamantes na Plataforma Continental Adjacente à Foz do Rio Jequitinhonha (BA) e Projeto de Prospecção e Exploração de Depósitos de Fosforitas Marinhas na Plataforma Continental.

 Maria Aline Lisniowski, sessão-poster com o trabalho “Sediment Waves on the Rio Grande Rise” O Projeto Plataforma Rasa, sob a liderança do pesquisador em geociências Ronaldo Bezerra (REFO), concentra suas atividades na região nordeste do Brasil, mais especificamente, nos agregados marinhos conhecidos internacionalmente pela sua importância para a economia, fornecendo matérias-primas, tanto para o setor da construção, agroindústria, indústrias de cosméticos e farmacêutica e para a proteção e recuperação da erosão costeira, com a aplicação de técnica de engorda de praia.

O projeto Prospecção e Exploração de Diamantes na Plataforma Continental Adjacente à Foz do Rio Jequitinhonha (BA), sob a liderança do pesquisador em geociências Victor Lopes (NANA), objetiva o levantamento geológico e geofísico da plataforma continental ao largo do estado da Bahia próximo da foz dos rios Jequitinhonha e Pardo com ênfase no estudo paleoestatigráfico com aplicação à pesquisa mineral na planície flúvio-marinha, no litoral e em sua extensão no trecho submerso visando avaliar o potencial diamantífero desta região.

Projeto de Prospecção e Exploração de Depósitos de Fosforitas Marinhas na Plataforma Continental, sob a liderança do analista em geociências Roberto Aguiar (ERJ), objetiva realizar levantamentos geológicos e geofísicos da plataforma continental brasileira com ênfase na avaliação da potencialidade mineral de depósitos fosfáticos da plataforma e talude em áreas da Plataforma Continental Jurídica do Brasil. Atualmente o projeto está focando na região sul do Brasil, mais especificamente na Plataforma de Florianópolis e no Terraço de Rio Grande.

Sobre o PROAREA, o chefe da DIGEOM informou que as atividades da CPRM estão sendo executadas segundo dois projetos principais: Prospecção e Exploração de Sulfetos Polimetálicos da Cordilheira Meso-Atlântica (PROCORDILHEIRA) e Prospecção e Exploração de Crostas Cobaltíferas na Elevação do Rio Grande (PROERG).

O projeto Prospecção e Exploração de Sulfetos Polimetálicos da Cordilheira Meso-Atlântica, sob a liderança do pesquisador em geociências Mauro Souza (REFO), tem como objetivo geral a execução de mapeamentos oceanográficos, geológicos e geofísicos para avaliação da potencialidade mineral e biotecnológica dos depósitos hidrotermais da cordilheira meso-oceânica do Atlântico Sul e Equatorial, para identificação de áreas de ocorrência de sulfetos polimetálicos maciços de valor econômico.

O Prospecção e Exploração de Crostas Cobaltíferas na Elevação do Rio Grande e Prospecção, sob a liderança do pesquisador em geociências Eugênio Frazão (NANA), objetiva a identificação de áreas de ocorrência e avaliação da potencialidade mineral na região da Elevação do Rio Grande dos depósitos de crostas ferromanganesíferas ricas em Cobalto, Titânio, Níquel, Platina, Telúrio e elementos terras-raras, possuindo concentrações até 10.000 vezes maiores que as presentes nas rochas continentais.

Ivo Pessanha destacou que o Brasil, por intermédio do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), e a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos celebraram em conjunto o contrato que propiciará ao Brasil 15 anos de direito exclusivo à exploração de crostas ferromanganesíferas ricas em cobalto na Elevação do Rio Grande. Assim, o Brasil passa a ser o primeiro País do hemisfério sul a obter direitos exclusivos de exploração em área internacional dos oceanos, e passa a integrar o seleto grupo de países que estão na vanguarda das pesquisas minerais nos oceanos, entre eles, Rússia, Noruega, França, China, Alemanha, Japão e Coréia do Sul.

A analista em geociências Maria Aline Lisniowski apresentou em sessão-poster trabalho sobre análise preliminar das feições de fundo na Elevação do Rio Grande. A aquisição dos dados geofísicos, geológicos e oceanográficos utilizadas nesse artigo foi realizada pela CPRM entre os anos de 2009 e 2013, como parte do Programa de Prospecção e Exploração de Recursos Minerais da Área Internacional do Atlântico Sul e Equatorial (PROAREA). Esse estudo possibilita uma melhor compreensão dos processos hidrodinâmicos predominantes na região e é fundamental para estabelecer a linha de base ambiental, requerida pela Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA - International Seabed Authority).

Cabe destacar a participação no Rio Acoustics 2017 dos pesquisadores em geociências da REFO envolvidos com as atividades da DIGEOM: Ronaldo Bezerra, Heliásio Simões e Filipe Modesto.

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