Segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Período de seca afeta nível dos rios Madeira e Paraguai

Um dos principais afluentes do rio Amazonas, Madeira enfrenta baixo nível histórico

Em 2005, o rio Madeira, da Bacia Amazônica, atingiu a marca histórica de 1, 63 metros. Na noite de segunda-feira (19), o recorde de dezessete anos atrás foi superado: segundo medição do Serviço Geológico do Brasil, a marcação bateu 1, 44 metros, em Porto Velho, Rondônia. A Defesa Civil do Estado mantém o alerta para o nível baixo.

Contudo na quinta-feira (22) da última semana, o nível do rio Madeira subiu em Porto Velho, com registro de 2,60 metros, de acordo com a medição do SGB-CPRM. Na última sexta-feira (23), marcou 3,21 metros. O aumento se deve às chuvas nos primeiros trechos da nascente do rio, localizada na Bolívia.

No rio Paraguai, no Pantanal, foi registrada medição abaixo de 1 metro. Especialistas do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) explicam que os números são otimistas, considerando que, em setembro de 2021, o rio chegou a registrar 23 centímetros negativos, em Corumbá, Mato Grosso do Sul (MS). Na última sexta (23), o nível foi 94 centímetros, segundo o Serviço.

A tendência é de que o nível do rio reduza entre 3 e 4 centímetros por dia até o fim de setembro e início de outubro. Contudo, os níveis desse rio, que banha os estados Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS), não devem chegar a valores negativos em 2022.

Para acompanhar os níveis dos principais rios do Brasil, incluindo o Madeira e o Paraguai, além de boletins e relatórios com previsões de enchentes, inundações e secas, conheça o Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE) do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM)

Maria Alice dos Santos
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
Ministério de Minas e Energia
imprensa@sgb.gov.br
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