Terça-feira, 27 de setembro de 2022

Publicadas setorização de áreas de risco geológico de sete municípios



O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) acaba de publicar sete novas setorizações de áreas de risco geológico. Os documentos consistem na identificação e caracterização das porções do território municipal sujeitas a sofrerem perdas ou danos causados por eventos adversos de natureza geológica.


Acesse a base de dados

Neste estudo, sete municípios brasileiros foram contemplados: dois do estado do Ceará, bem como municípios da Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

As setorizações de áreas de risco geológico são desenvolvidas em parceria com a Defesa Civil municipal de cada localidade, exclusivamente em regiões onde existem edificações em que há permanência humana. O trabalho cartografa áreas de risco alto e muito alto.

Os principais produtos do documento, atualizado no dia 26 de setembro, são os mapas das áreas de risco geológico, relatório técnico e os arquivos vetoriais que contêm os principais atributos das áreas mapeadas.


Setorização da área de risco geológico da região de Jequié/BA.



A Setorização da área de risco geológico na região observou que sete áreas foram atingidas pelo desastre ocorrido no município de Jequié. Tal fato é resultado da expansão da área urbana da cidade, combinada com a geomorfologia da região. A expansão urbana do município está começando a avançar sobre as encostas, onde boa parte das construções não possui acompanhamento técnico adequado.


Setorização da área de risco geológico da região de Quiterianópolis/CE .



A Setorização da área de risco geológico na região concluiu que seis setores de risco alto e muito alto à inundação foram delimitados no município de Quiterianópolis (CE), todos eles na zona rural. Tal fato é resultado da combinação da topografia da região com a forma desordenada de ocupação do território.


Setorização da área de risco geológico da região de Granja/CE.




A setorização da área de risco geológico na região de Granja/CE observou que, tanto em 2014 quanto em 2021, apenas um setor de risco alto de inundação foi delimitado. Tal fato é resultado da combinação da topografia da região com a forma de ocupação do território, que aconteceu de forma desordenada. Apesar da inundação ser o processo predominante, o alagamento também foi identificado. Nesse caso, os eventos estão relacionados com a deficiência dos sistemas de drenagem pluviais.


Setorização da área de risco geológico da região de Boa Vista do Gurupi/MA.



Neste caso, a setorização da área de risco geológico na região teve como resultado sete áreas atingidas pelo desastre ocorrido no município de Boa vista do Gurupi-MA.Tal fato é resultado da expansão da área urbana da cidade combinada com a geomorfologia da região. A expansão urbana do município está acontecendo sobre as planícies de inundação, onde boa parte das construções não possui acompanhamento técnico adequado.


Setorização da área de risco geológico da região de Santana do Paraíso/MG.



Em Santana do Paraíso (MG) a setorização da área de risco geológico identificou 22 áreas atingidas pelo desastre ocorrido na região. O resultado se deve à expansão da área urbana, combinada com a geomorfologia da região. A expansão urbana do município acontece sobre as encostas da cidade, onde, boa parte das construções não possui acompanhamento técnico adequado.


Setorização da área de risco geológico da região de Rio Branco do Sul/PR.



Em 2011, foram mapeadas seis áreas de risco no município de Rio Branco do Sul (PR), afetando 271 imóveis e 420 pessoas. Em 2022, foi constatado que estas áreas não apresentaram intervenções para a mitigação do risco. Além da atualização das áreas cartografadas, em 2011, foram delimitadas mais 19 áreas de risco, totalizando 25 áreas de risco no município de Rio Branco do Sul. Destas,13 áreas apresentam risco alto e doze risco muito alto, afetando aproximadamente 622 imóveis e 2580 pessoas.


Setorização da área de risco geológico da região de Maquiné/RS.



No município de Maquiné, foram identificados 31 setores de alto (R3) e muito alto risco (R4) a processos hidrológicos e de movimentos de massa. Distribuídos, principalmente, na região central do município e no distrito de Barra do Ouro - principais concentrações urbanas - situados nas amplas planícies inundáveis do rio Maquiné, e em vales encaixados - escarpas da Serra Geral.


Acesse todos os estudos:

Jequié/BA

Quiterianópolis/CE

Granja/CE

Boa Vista do Gurupi/MA

Santana do Paraíso/MG

Rio Branco do Sul/PR

Maquiné/RS

Amanda Rosa
Arthur Vilela
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
Ministério de Minas e Energia
imprensa@sgb.gov.br


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