Quarta-feira, 13 de outubro de 2021

SGB-CPRM disponibiliza pesquisa de fosfato no Rio Grande do Norte

Mapa com a localização dos furos de sondagem, etapa de coleta de amostras para a avaliação do potencial de fosfato no municípios de Areia Branca e Guamaré
O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) publicou em sua base de dados gratuita, o RiGEO, mais um Informe de Recursos Minerais, composto pelo estudo “Avaliação do Potencial de Fosfato no Brasil: Investigação na Formação Jandaíra, Bacia Potiguar, municípios de Areia Branca e Guamaré”. A identificação de novas alternativas para suprimento de insumos agrícolas atende a crescente demanda por insumos minerais largamente utilizados como matéria-prima para a fabricação de fertilizantes químicos e responde à forte dependência do mercado externo. Em 2020, a dependência de importação de fosfato no país chegou a 72%.

“Os resultados obtidos pela equipe do projeto são bastante promissores, em especial no furo de sondagem 3, onde no intervalo 139m-147m os teores alcançam 6,29% P2O5. Essa descoberta é muito importante, uma vez que confirma a Formação Jandaíra como unidade potencial para prospecção de fosfato na Bacia Potiguar”, afirma Marcelo Esteves Almeida, chefe do Departamento de Recursos Minerais do SGB-CPRM.

Testemunhos de sondagem mineralizados do projeto desenvolvido no Rio Grande do Norte
Segundo o diretor-presidente do SGB-CPRM, Esteves Colnago, com mais este lançamento, o Serviço Geológico do Brasil segue dando cumprimento à política governamental de desenvolvimento regional como importante subsídio para a formulação de políticas públicas e às tomadas de decisão de investimentos no segmento da indústria de fertilizantes.

“Os trabalhos resultantes do projeto Fosfato mostram todo esforço do Serviço Geológico do Brasil em se consolidar na pesquisa geológica das bacias sedimentares, um desafio crescente para toda a instituição”, complementa o diretor de Geologia e Recursos Minerais, Márcio José Remédio.

O estudo revela como A Bacia Potiguar poderá vir a se tornar uma fonte de matéria-prima para abastecer diversos polos produtores agrícolas existentes em todo Brasil, em especial no Nordeste, reduzindo assim a dependência externa brasileira deste importante insumo. Acesse o estudo clicando aqui.

O fosfato é um dos principais insumos para a agricultura que, juntamente com o nitrogênio e o potássio, constituem o fertilizante NPK. A demanda desses insumos vai aumentar na próxima década, em que a produção de alimentos no Brasil deve ter um incremento de 27%, de acordo com o Ministério da Agricultura. Mas o país já enxerga uma tendência de crescimento das commodities agrícolas no curto prazo, influenciado pela retomada da economia da China e por gastos dos governos com programas de recuperação após a crise causada pela Covid-19.

Iniciado em 2008, o projeto Fosfato Brasil do SGB-CPRM pesquisou, até agora, 40 áreas e gerou duas mil páginas de informações. Em 2009 havia 458 autorizações de pesquisa pela Agência Nacional de Mineração (ANM) no Brasil. Em uma década de pesquisa para indicação de novos alvos potenciais, o número mais que dobrou: em 2020, 983 autorizações foram concedidas, 46% em autorização de pesquisa e 76% de concessão de lavra para fosfato.

O projeto está vinculado ao Programa Geologia, Mineração e Transformação Mineral, sob a coordenação do Ministério de Minas e Energia, e à Ação Avaliação dos Recursos Minerais do Brasil, da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM) do SGB-CPRM. O projeto foi executado com o apoio das gerências das Superintendências Regionais de Recife e Salvador, com supervisão nacional da Divisão de Projetos Especiais e Minerais Estratégicos (DIPEME) e coordenação geral do Departamento de Recursos Minerais (DEREM).

Janis Morais
Thais Souza
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
imprensa@cprm.gov.br
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