Quarta-feira, 24 de março de 2021

Serviço Geológico do Brasil lança novo Sistema de Gerenciamento de Informações Hidrométricas

Nessa terça-feira (23) foi ao ar o evento de lançamento do novo Sistema de Gerenciamento de Informações Hidrométricas (SGIH), um projeto desenvolvido pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA) que visa dinamizar o trabalho de campo e o monitoramento hidrometeorológico. O SGIH existe desde 2012, porém a sua nova atualização, disponibilizando o funcionamento em dispositivos móveis, permitirá uma maior agilidade na entrega e acesso dos relatórios via internet. Antes, as entregas só aconteciam nos escritórios após as conclusões dos trabalhos. Com essa facilidade, os mesmos estarão disponíveis em poucos momentos, otimizando o trabalho, facilitando tomadas de decisões e gerando uma maior credibilidade dos dados obtidos.



O SGB-CPRM opera a rede hidrometrológica nacional há décadas, gerenciada pela ANA, contando com mais de três mil estações na operação. Portanto, organizar uma operação de uma rede tão densa como esta é uma tarefa que envolve um alto teor de complexidade. O SGIH, dentro desses 10 últimos anos, ampliou a rede de dados e facilitou o trabalho de toda a equipe responsável pelo serviço. Porém, com a nova atualização, os benefícios serão ainda maiores. E foi com esse pensamento que a diretora de Hidrologia e Gestão Territorial do SGB-CPRM, Alice Castilho, demonstrou sua satisfação com o projeto.

“Agora nós temos um sistema mobile e via web, o que permitirá a informação no campo e a transmissão pela internet, agilizando assim o armazenamento da informação, a análise dela, a transmissão e, em seguida, a disponibilização para o usuário final. Atualmente o tempo de coleta até a disponibilização, é de cerca de 90 dias. A expectativa é que isso se reduza a 30 dias ou menos, com uma credibilidade ainda maior”, citou a diretora.

Apesar dessa potencialização do tempo ser um dos principais diferenciais do novo software, a velocidade de transmissão e o aumento do número de dados também resultam em uma evolução na qualidade dos trabalhos. Após a fala de Alice, a palavra foi direcionada ao diretor de Infraestrutura Geocientífica do SGB-CPRM, Paulo Romano, que reforçou a ideia do cenário otimista em relação à credibilidade dos futuros resultados que serão alcançados.

“É um trabalho que vem gerando muita confiança entre as instituições, aprimorando cada vez mais os resultados. Agradeço a parceria com a ANA e acho que temos que valorizar a perseverança e a continuar essa busca por resultados melhores e com mais credibilidade”, disse o gestor.

Segundo o diretor-geral da ANA, Vitor Sabback, que também marcou presença no evento, o monitoramento dessas informações e dos trabalhos que vêm sendo realizados, além do fornecimento de novos levantamentos e dados com alto teor de credibilidade, é também de suma importância para o desenvolvimento econômico do país em diversos âmbitos.



“O monitoramento hidrológico é fundamental para o controle das atividades econômicas no geral, seja para estimar o potencial de geração de energia elétrica, planejamento agrícola, segurança nas hidrovias ou mesmo para o monitoramento dos requisitos turístico-ambientais. São várias, estes são apenas alguns exemplos”, disse Sabback.

Além da apresentação do novo modelo de software e das diferentes formas que sua atividade será útil, foram apresentados diversos dados sobre a hidrometrologia do Brasil, além de outras informações relacionadas com o tema. As explicações técnicas sobre o novo sistema de gerenciamento hidrológico foi iniciada com a apresentação do chefe do Departamento de Hidrologia do SGB-CPRM, Frederico Cláudio Peixinho, que demonstrou o êxito dos trabalhos que foram enriquecidos com o investimento tecnológico no setor.



O superintendente de gestão da rede hidrometeorológica da ANA, Marcelo Medeiros, deu continuidade ao tema e apresentou, além de explicações técnicas, um pouco da complexidade do trabalho de monitoramento hidrológico no Brasil, dentre eles, os fatores geográficos do país.

“A gente tem uma grande dificuldade na representação da rede hidrometeorológica no Brasil, principalmente por causa do tamanho do país e das diferenciações meteorológicas e geográficas entre as regiões.”, citou o superintendente.

Marcaram presença no evento o chefe da Divisão de Geoprocessamento do SGB-CPRM, Hiran Dias, e o pesquisador em Geociências, Arthur Abreu, que falaram mais sobre a funcionalidade da ferramenta, além de Rodrigo Albuquerque, técnico em Geociências, que explicou a sobre a aplicação técnica. A transmissão foi feita ao vivo no Facebook e Youtube da CPRM, contou com a presença de centenas de espectadores e sua versão completa está disponível nas mesmas redes.

Pedro Martins
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
pedro.nunes@cprm.gov.br
asscom@cprm.gov.br
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