Ensaio Cronológico dos Precursores da Geologia do Brasil


1792 - José Bonifácio de Andrada e Silva
Apresentou, juntamente com seu irmão, uma memória sobre os diamantes do Brasil publicada nas atas da Sociedade de História Natural de Paris. Estudou em Coimbra, formando-se em 1787 em Direito e História Natural. Estudou Mineralogia com Hauy na França e com Werner em Berlim. Descreveu 12 minerais, sendo quatro considerados espécies independentes. Realizou em 1820 uma excursão através do centro de São Paulo, reconhecendo a extensão das metamórficas, arqueozoicas, proterozoicas, eruptivas etc. da série Corumbataí, publicando um trabalho intitulado “Viagem Mineralógica da Província de São Paulo”.

1803 - Martin Francisco R. de Andrada
Irmão de José Bonifácio, formado em Coimbra, foi inspetor das Minas e Matas da Capitania de São Paulo. Nos “Jornais das Viagens de 1803 e 1804” faz menção à geologia regional da capitania. Mostrou ser um bom observador quando fez a descrição panorâmica da constituição física do Vale da Ribeira do Iguape.

1810 - Wilhelm L. Von Eschwege
Engenheiro de Minas alemão, veio ao Brasil em companhia da corte real portuguesa, permanecendo de 1810 a 1821, especialmente em Minas Gerais. Explorou o ouro de filão na Mina de Passagem, o chumbo em Abaeté e Diamante, construiu uma fundição de ferro em Congonhas e assinalou a ocorrência de manganês em solo mineiro. Lançou as bases da geologia da Serra do Espinhaço, descrevendo as formações e criando a nomenclatura original. A ele se deve a primeira obra versando sobre a geologia de nosso país, denominada “Pluto Brasiliensis” (1833).

1814 - Friedrich Sellow
Realizou pesquisas geológicas no Brasil de 1814 a 1831, tendo examinado as jazidas de ouro de Caçapava, as de prata do Aceguá e as de carvão do Jacuí. Também colheu restos de vertebrados pleistocenos no Arapei Chico. Graças a ele duas mil espécies de minerais e rochas brasileiras foram ao museu de Berlim, na Alemanha.

1814 - P. Claussen
Esteve com Sellow no Rio Grande do Sul e depois com Peter Lund em Lagoa Santa, Minas Gerais. Publicou nota sobre o jazimento dos diamantes no arenito vermelho do Brasil.

1817 - John B. Von-Martius e Carl F. Von Spix
Percorreram o Brasil entre 1817 e 1820, forneceram muitas informações sobre a nossa geologia e paleontologia, no célebre trabalho “Reise in Brasilian” (1823-1831). Von Martius elaborou um mapa geológico na América do Sul, sendo publicado por F. Foetterle em 1854.

1825 - Alexandre Caldleugh
Publicou dois trabalhos, um versando sobre a geologia e as lavras de Minas Gerais e o outro sendo uma nota sobre a geologia no Rio de Janeiro.

1826 - Alcide D' Orbigny
Esteve primeiramente no Rio de Janeiro e fez um relatório de rápidas excursões. Após estudar a região do Rio Guaporé, estudou também a formação do arenito da Serra dos Parecis, no norte do estado do Mato Grosso.

1828 - Wilhelm C. G. Von Feldener
Autor da mais antiga publicação geológica do Rio Grande do Sul, intitulada “Reisen Durch Meherere Provizen Brasiliens”.

1831 - Charles Darwin
Realizou importantes observações geológicas sobre os recifes do Nordeste e reconheceu a natureza vulcânica das ilhas de Fernando de Noronha.

1835 - Peter Wilhelm Lund

De origem dinamarquesa, radicou-se no Brasil, dedicando-se ao estudo das ossadas fósseis das grutas da região de Lagoa Santa, em Minas Gerais. Pela sua importância nos estudos dos terrenos e fósseis, foi cognominado pai da paleontologia brasileira.

1841 - A. Pissis
Publicou um trabalho versando sobre a geologia de extensa faixa da orla atlântica, desde Paranaguá até a Bahia, denominado “Memoire Sur La Position Geologique des Terrains de La Partie Australe Du Brésil“, o qual vinha acompanhado de um mapa geológico.

1841 - George Gardner
Visitou o interior do Nordeste, obtendo os famosos peixes fósseis do Ceará, os quais remeteu a Agassiz para o estudo. Chegou a datar a idade da formação geológica que os continha (cretáceo), sendo essa a primeira determinação de idade de um terreno pré-quaternário do Brasil com critério paleontológico.

1843 - Francis de Castelnau
Completou os estudos de D'Orbigny, tendo feito um reconhecimento geológico do Brasil, e publicou dois trabalhos sobre as jazidas de diamante de Mato Grosso e Bahia.

1847 - Frederico L. Cezar Burlamarqui
Escreveu a primeira monografia sobre os mamíferos pleistocenos do Brasil. Foi diretor da seção de mineralogia e geologia do Museu Nacional.

1854 - Guilherme S. de Capanema
Sucessor de Frederico Cezar no Museu Nacional. Escreveu várias memórias sobre petrografia, depósitos fosfatados de Fernando de Noronha, decomposição das rochas em clima tropical, dentre outras.

1857 - João Martins da Silva Coutinho
Geólogo pioneiro na investigação da Amazônia. Juntamente com Guilherme Capanema, participou de uma expedição científica para exploração das províncias do Norte, por iniciativa do Instituto Histórico. Há poucos escritos sobre tal expedição. Silva Coutinho foi descobridor de fósseis marinhos paleozoicos nas rochas aflorantes das margens do Rio Tapajós.

1865 - Louis Agassiz
Organizou a expedição de nome Trayer com finalidade de explorar o Vale do Amazonas e a faixa atlântica. Agassiz dedicou-se à origem do Vale do Amazonas e concluiu que se formara à custa de glaciação. Participavam da expedição o brasileiro João Martins da Silva Coutinho e o norte-americano Charles F. Hartt.

1865 - Hartt Charles Frederick Agassi
Participou da expedição denominada Trayer, para a exploração do Vale do Amazonas. Estudou os arredores do Rio de Janeiro e as bacias fluviais entre Rio de Janeiro e Bahia. Hartt retornou ao Brasil em 1867 e completou os estudos desde a orla atlântica até Pernambuco. Com os resultados obtidos nessa pesquisa e os obtidos anteriormente, publicou a obra “Geology and Physical Geography of Brasil”. Foi chefe da Comissão Geológica do Império, criada em 1875, e realizou duas expedições à Amazônia (1870-1871), cuja importância foi maior que a da expedição Thayer, expedições estas conhecidas por Expedições Morgan. Em virtude delas, a ideia de origem glacial do Vale Amazônico foi afastada. Determinadas partes dos fósseis obtidos foram descritas em publicações norte-americanas e encontram-se no Departamento de Geologia da Universidade de Cornell (Nova Iorque). Das duas expedições participou aquele que haveria de se tornar um dos vultos mais consagrados de nossa geologia: Orville Adalbert Derby.

1867 - Nathaniel Plant
Divulgou notícias pormenorizadas sobre os terrenos carboníferos do Rio Grande do Sul.

1869 - Gustavo L. Guilherme Dodt
Explorou os rios Parnaíba e Gurupi a mando do presidente da província do Piauí. Em primeira mão, deu notícias da ocorrência de arenito vermelho no alto do Rio Parnaíba. Fez referências a arenitos, gnaisses e granitos do Gurupi.

1870 - Orville Adalbert Derby
Diplomado pela Universidade de Cornell (Nova Iorque), dedicou-se inteiramente ao estudo do solo brasileiro, sendo considerado o expoente dos pesquisadores da geologia no Brasil. Como participante das Expedições Morgan, chefiadas por Hartt, estudou os fósseis das formações paleozoicas do Vale Amazônico, a bacia cretácea do Recôncavo Baiano e a geologia do Vale do Rio São Francisco. Estudou a gênese das jazidas de diamante, do manganês de Minas Gerais e dos filões de ouro, além da origem e ocorrência das rochas nefelínicas do Planalto de Poços de Caldas (MG). Publicou 173 trabalhos: 48 versando sobre mineralogia e geologia aplicada; 32 sobre geologia pura; 42 sobre geografia física e cartografia; e 18 sobre paleontologia e arqueologia do Brasil. Foi professor do Museu Nacional, diretor da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo e diretor do SGM do Brasil.

1872 - Henrique Ernesto Bauer
Vindo para o Brasil, estabeleceu-se no Vale do Ribeira (SP) e ali permaneceu por mais de 30 anos. Fez estudos petrográficos e colecionou uma enorme variedade de rochas, que foram doadas à Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo. Publicou alguns trabalhos, e a Bauer se devem os primeiros estudos das minas de ferro de Jacupiranga e da galena argentífera de Iporanga. Estudou ainda as rochas folaítigas e piroxeníticas do Vale da Ribeira.

1874 - John Casper Branner
Diplomado pela Universidade de Cornell (Nova Iorque), foi discípulo de Hartt e esteve no Brasil pela primeira vez numa expedição científica à Amazônia, junto com Hartt. Juntamente com Agassiz, organizou uma viagem de estudos científicos para estudar as formações coralígenas da costa nordeste do Brasil. Retornou ao nordeste brasileiro em 1911, chefiando a Stanford Expedition, com a finalidade de estudos paleontológicos, fisiográficos e zoológicos. Publicou trabalhos sobre paleontologia histórica, estrutural e fisiográfica e sobre geologia econômica. Sobre o Brasil publicou cerca de 60 trabalhos, entre eles: "Estudo de Paleontologia da Amazônia e do Nordeste", "As Fisiografia e Geografia do Nordeste e da Bahia", "A Glaciação do Brasil", "Os Recifes de Coral", "Os Minérios de Manganês", "As Possibilidades de Petróleo e Jazidas de Diamante" etc. Dos seus trabalhos mais interessantes, destacam-se o Mapa Geológico do Brasil e o Compêndio de Geologia Elementar, publicado no Brasil em 1915.

1875 - Claude Henri Gorceix
Convidado pelo imperador D. Pedro II, o geólogo francês veio ao Brasil para instalar uma escola superior, a fim de preparar profissionais destinados a estudar e utilizar os recursos minerais do país. Pelo Decreto nº6026 de 6 de novembro de 1875 foi criada a Escola de Minas, com sede em Ouro Preto, e no ano seguinte, em 12 de outubro, ela foi instalada solenemente, promovendo então um grande progresso para a geologia brasileira, pois a escola foi o primeiro centro de formação de geólogos do Brasil. A ele se deve a introdução no país dos métodos químicos em pesquisas minerais, o que completava os trabalhos geológicos de campo, proporcionando um cunho de maior clareza e precisão. Durante a sua permanência no Brasil, publicou cerca de 50 trabalhos versando sobre minerais, rochas e jazidas. Estudou também as jazidas de ouro e cobre do Rio Grande do Sul e as jazidas de ouro de Minas Gerais, além de cangas, topázio, ferro, diamantes e linhito. Fez estudo químico e mineralógico das rochas dos arredores de Ouro Preto e foi um pioneiro no estudo das terras raras, pois reconheceu a monazita no Brasil e a descreveu e analisou, bem como outros minerais das terras raras. Publicava seus trabalhos nos anais da Escola de Minas de Ouro Preto e nas revistas científicas da França. A ele se deve a primeira avaliação das reservas ferríferas de Minas Gerais, estimando em oito bilhões de toneladas as jazidas em torno da Serra do Caraça.

1879 - Francisco de Paula Oliveira
Formado pela Escola de Minas de Ouro Preto, na primeira turma. Autor de 40 trabalhos, versando sobre geologia econômica do chumbo, mercúrio, carvão etc. Estudou as jazidas de ouro de Minas Gerais, as de cobre da Bahia e as formações carboníferas do Sul do país.

1881 - Joaquim Cândido da Costa Sena
Formado pela Escola de Minas de Ouro Preto. Publicou cerca de 26 trabalhos, entre eles: "Viagem de Estudos Metalúrgicos no Centro da Província de Minas Gerais", "O Bismuto em Minas Gerais", "Análise do Fosfato de Cal da Ilha Rata, Fernando de Noronha" e outros mais. Foi um grande incentivador da metalurgia, chamando atenção para os nossos recursos minerais e suas transformações.

1881 - Luiz Felipe Gonzaga Campos
Diplomado pela Escola de Minas, estudou as jazidas de ouro em Lagoa Dourada e em Apiaí (SP) e as de diamante em Água Suja (MG). Fez estudos pormenorizados sobre o sapropelito de Macau (BA). Trabalhou com Derby na Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo, no levantamento da Carta Geológica do estado. Estudou a região carbonífera de Santa Catarina. Realizou um levantamento das reservas ferríferas do centro de Minas Gerais. Procurou utilizar os xistos betuminosos do Maranhão na produção de gás em São Luís. Foi o criador da Estação Experimental de Combustíveis e Minérios, que deu origem ao Instituto Nacional de Tecnologia.

1885 - Francisco Inácio Ferreira
Publicou o Dicionário Geográfico das Minas do Brasil, contendo informações sobre as jazidas minerais conhecidas até fins do século XVII.

1887 - Jordano da Costa Machado
Publicou um estudo petrográfico das rochas de Casa Branca e Caldas no "Mineralogische und Petrographische Miiheilugen", sendo o primeiro trabalho do gênero assinado por um brasileiro.

1888 - Luiz Caetano Ferhaz
Diplomado pela Escola de Minas, estudou as jazidas de ouro em Palmas e D. Florisbela. Publicou relatórios referentes a essas jazidas e em relação à dragagem de aluviões auríferos e diamantíferos em Mato Grosso. Também estudou jazidas de chumbo em Santa Catarina; foi professor na Escola de Minas e preparou o Compêndio dos Minerais do Brasil, que versa sobre os recursos minerais do País.

1890 - Eugen Hussak
Foi pioneiro na implantação da petrografia microscópia no Brasil. Através dela, realizou importantes trabalhos sobre a gênese de jazidas minerais e descobriu novas espécies em nosso país. Natural da Áustria, trabalhou na Comissão G e G de São Paulo e na Comissão de Exploração do Planalto Central para a escolha da nova capital brasileira. Em 1907, foi nomeado petrógrafo do SGM. Estudou as rochas alcalinas da Bacia da Ribeira e do Planalto de Poços de Caldas, os minerais satélites de diamante, os vieiros auríferos, os minerais das terras raras, a platina, o paládio, o zircônio etc. Descreveu, juntamente com Prior, diversas novas espécies, que receberam tais nomes: Lewisita, Gorceivista, Zirketelita, Tripuita, Derbylita etc.

1890 - João Pandiá Calógeras
Engenheiro de Minas e Civil, formado pela Escola de Minas de Ouro Preto. Foi um grande político; e como deputado escreveu o relatório "As Minas do Brasil e Sua Legislação" publicada em três volumes, constituindo assim a principal contribuição sua à literatura geológica do país. Escreveu um estudo sobre o ferro-níquel meteórico de Santa Catarina, os diamantes de Água Suja, o minério de ferro do Brasil, e mais alguns como "As Jazidas de Ouro" e "O Linhito de Gandarela".

1894 - Miguel Arrojado Ribeiro Lisboa
Formado pela Escola de Minas como engenheiro, dedicou-se ativamente ao aproveitamento dos recursos minerais do país. Ocupou-se do estudo da região aurífera do Gurupi e fez estudo detalhado do Morro da Mina. Participou da Comissão de Estudos da E.F. Noroeste do Brasil com um relatório substancioso apreciando os aspectos econômicos da região atravessada, ou seja, oeste de São Paulo e sul do Mato Grosso. Assim, colocou em importância as jazidas de ferro e manganês de Urucum, os calcáreos de Bodoquena e Corumbá e as zonas auríferas dos rios da Bacia do Paraguai. Ocupou-se com as minas de ouro de Minas e com as areias monazíticas; dirigiu explorações de manganês e dragagem de ouro e diamantes e explorou carvão no Sul, fomentando a produção do Paraná. Organizou uma bibliografia sobre literatura geológica e empenhou-se em pesquisas de petróleo em São Paulo e na utilização do carvão nacional sob forma pulverizada nas locomotivas. Foi diretor do IFOCS, dando apoio aos estudos geológicos com base no planejamento das obras contra a seca.

1895 - Horace E. Willians
Mais de 25 trabalhos escritos, entre eles "Agrogeologia do Vale do São Francisco", "Mapa do Estado do Ceará", "Indústria de Mineração da Bahia" etc.

1903 - Custódio da Silva Braga
Formado pela Escola de Minas de Ouro Preto. Deixou mais de 25 trabalhos publicados, versando sobre análises de minérios de ferro, ouro, manganês galena etc.

1904 - Israel Charles White - recolheu entre os anos de 1904 e 1906 vasto acervo de dados sobre os carvões, especialmente os de Santa Catarina, e sobre a estratigrafia e paleontologia da Bacia do Paraná. Os seus trabalhos culminaram com a publicação, em 1908, do relatório final da comissão, hoje conhecido como Relatório White, e que foi um grande marco para o conhecimento da geologia da Bacia do Paraná.
1905 - Euzébio Paulo de Oliveira
Engenheiro da Escola de Minas de Ouro Preto. Escreveu 146 trabalhos sobre geologia estratigráfica, econômica e paleontologia. Publicou "A Geognose do Solo Brasileiro", "Geologia Estratigráfica e Econômica" e muitas outras obras. Foi publicada após o seu falecimento a obra "História da Pesquisa do Petróleo no Brasil". Ocupou-se com pesquisas de petróleo no Brasil, foi diretor do SGM, fez pesquisas geológicas e de recursos minerais no Paraná, atuou na Comissão Rondon e tomou parte na Comissão Roosevelt. Ocupou-se também nos estudos da paleontologia, escrevendo sobre lamelibrânquios triássicos, fósseis marinhos, madeiras petrificadas, flora comospolita do carbonífero do estado do Piauí etc. Fez parte de comissões para estudar as regulamentações sobre a exportação de minérios.

1908 - Mathias G. de Oliveira Roxo
Mais de 40 trabalhos escritos, versando sobre geologia e paleontologia. Cita-se entre eles: "Desdentados Fosséis do Brasil", "O Carvão de Jatobá", "Elementos de Paleontologia" etc.

1910 - Alberto Betim Paes Leme
Diplomado pela Escola de Minas de Paris, França. Versando sobre os gnaisses do Rio de Janeiro, publicou o seu primeiro trabalho. Mais tarde publicou "Notas Geológicas sobre o Maciço de Itatiaia, Tectonismo da Serra do Mar". Dedicou-se aos estudos de certos minerais radioativos, a pesquisas de germânio nos meteoritos brasileiros, ao linhito de Caçapava etc. Publicou 33 trabalhos sobre geologia e mineralogia, uma tese sobre o solo dos cafezais e o livro “ História Física da Terra” - que aborda fisiografia, geologia geral e estratigráfica, petrografia e recursos minerais do Brasil. Atuou também como professor na França e no Brasil.

1917 - Avelino Inácio de Oliveira
Formado pela Escola de Minas de Ouro Preto na turma de 1916. Trabalhou no SGM, em pesquisas de carvão e petróleo no Amazonas. Foi diretor do SFPM do DNPM. Publicou diversos trabalhos alusivos às pesquisas feitas quando em seu cargo no Serviço Geológico. Dentre elas, salienta-se o livro “Geologia do Brasil”, editado em colaboração com Othon H. Leonardos.

1918 - Odorico Rodrigues de Albuquerque
Formado pela Escola de Minas de Ouro Preto. Realizou estudos importantes versando sobre geologia na Amazônia, pesquisas de afloramentos de carvão e procura do mesmo em profundidade. Estudou a Bacia Sedimentar do Piauí-Maranhão em busca de carvão, estudou os recursos minerais do Vale do Rio Doce para implantação de uma grande siderúrgica, foi professor de geologia em Ouro Preto e fez estudos sobre as cangas e ocorrências de rutilo no Ceará.

1920 - Ernesto L. da Fonseca Costa
Engenheiro civil, se dedicou aos problemas relacionados diretamente com o aproveitamento dos recursos minerais do Brasil. Alguns de seus trabalhos publicados foram: "Combustíveis para a Siderurgia Brasileira", "Possibilidades Econômicas do Carvão de Santa Catarina" e "Estudos do Manganês e Sua Metalurgia, sob Ponto de Vista Brasileiro". Foi diretor da antiga Estação Experimental de Combustível e Minérios e professor na ENE.

1920 - Luiz Flores Moraes Rego
Engenheiro pela Escola de Minas de Ouro Preto. Ingressou no Serviço Geológico, revelando vocação para pesquisas geológicas. Abordou todos os problemas relacionados com o solo brasileiro. Contribuiu enormemente com 80 trabalhos escritos versando sobre paleontologia, geografia física, solos e geologia estratigráfica, estrutural e econômica de vários pontos do Brasil. Dedicou-se aos problemas de combustíveis como do petróleo e aos problemas siderúrgicos como dos minérios de ferro, cromo etc. Foi professor de geologia e mineralogia na Politécnica de São Paulo. Distinguem-se entre os seus trabalhos: "Geologia do Estado de São Paulo", "Estruturas Antigas do Brasil" e "Sistema Devoniano do Brasil".

1922 - Sílvio Fróes de Abreu
Escreveu mais de 40 trabalhos, entre eles: "Xisto Betuminoso da Chapada do Araripe", "O Nordeste do Brasil", "Recôncavo da Bahia" e "O Petróleo de Lobato". Além de um livro que merece uma citação especial: "Recursos Minerais do Brasil", o qual serve até hoje como importante fonte de consulta.

1924 - Djalma Guimarães
Formado pela Escola de Minas de Ouro Preto, onde mais tarde foi professor. Publicou mais de 70 trabalhos sobre geologia, petrografia etc. Cita-se "Gênese dos Minerais de Manganês", "Notas sobre Geologia Histórica", o livro "Geologia do Brasil" e inúmeros outros trabalhos. Foi um homem de extrema importância para a geologia do país.

1924 - Luciano Jacques de Moraes
Formado pela Escola de Minas, foi autor do 1º Mapeamento Sistemático do Brasil. Deixou mais de 170 trabalhos publicados, entre eles "Serras e Montanhas do Nordeste", "Estudos Geológicos no Estado de Pernambuco", "Possibilidades de Petróleo no Rio Grande do Norte", "Mapas Geológicos", "Ouro no Centro de Minas Gerais" e "Estudos Geológicos no Amapá".

1925 - Othon Henry Leonardos
Autor de inúmeros trabalhos, entre eles "Chumbo e Prata do Brasil", "Garimpos do Triângulo Mineiro", "Calcáreo de Goiás" e "Ouro no Espírito Santo". É autor do livro "Geologia do Brasil", em parceria com Inácio de Oliveira.

1925 - Pedro de Moura
Formado pela Escola de Minas de Ouro Preto. Dedicou-se às pesquisas de petróleo, tendo feito estudos no Vale do Amazonas, no Recôncavo Bahiano e estudado os folhelhos betuminosos na Bacia do Paraná. Publicou inúmeros trabalhos sobre a geologia do Vale do Amazonas, relativamente ao ouro, ao manganês e, em especial, ao petróleo.

1925 - José Ferreira de Andrade Jr.
Mais de 18 trabalhos publicados, entre eles podemos citar: "Reconhecimentos Geológicos dos Arredores de Araxá", "Jazidas de Amianto de Caeté" e um completo "Estudo sobre as Águas Minerais do Sul de Minas".

1927 - Glycon de Paiva
Formado pela Escola de Minas, em 1925. Teve mais de 40 trabalhos publicados, tais como: "Jazidas de Minerais de Chumbo", "Rochas da Bacia do Rio Brando", "O Conceito - Unidade Estratigráfica" e "A Indústria Carvoeira Nacional".

1931 - Henrique Capper A. de Souza
Mais de 25 trabalhos publicados, com destaque para "Ocorrência do Molibdênio no Estado do Ceará" e "O Ouro e a Vida em Algumas Regiões do Brasil".

1931 - Evaristo Pena Scorza
Formado pela Escola de Minas de Ouro Preto, em 1924. Logo após, ingressou na Divisão de Geologia e Mineralogia do DNPM, sendo chefe da seção de mineralogia e petrografia da referida divisão. Publicou diversos trabalhos versando sobre grafita, cinábrio em Dom Bosco (MG), carvão, eruptivas básicas do Piauí, pegmatitos do Borborema etc.

1933 - Emílio Alves Teixeira
Engenheiro de minas formado nos Estados Unidos. Atuou no campo da geologia econômica e na prospecção de minas. Trabalhou com a cromita da Bahia e estudou os recursos minerais do planalto de Poços de Caldas, publicando trabalhos sobre as jazidas de bauxita e zircônio. Deixou mais de 10 trabalhos publicados, como um sobre o Morro da Mina, baseado em suas pesquisas de manganês em Minas Gerais, e outro sobre as reservas de turfa nas bacias Boa Vista e Lagoa Preta, bem como sobre os folhelhos pirobetuminosos de São Gabriel (RS). Ajudou a preparar o mapa geológico da região do Camaquã e no trabalho sobre o ouro do bloco do Butiá. Pertenceu ao Serviço de Fomento da Produção Mineral.

1933 - Octávio Barbosa
Formado pela Escola de Minas de Ouro Preto, em 1930. Foi geólogo no SGM, engenheiro de minas da Divisão de Fomento da Produção Mineral e professor de geologia na Politécnica de São Paulo. Possui mais de 100 trabalhos publicados versando sobre mineralogia, petrografia, geologia econômica, estratigrafia, paleontologia e geologia aplicada. Alguns deles são: "Resumo da Geologia de Minas Gerais", "Estudo Petrográfico dos Depósitos de Níquel no Brasil" e "Geologia do Município de Araxá".

1936 - Viktor Leinz
Autor de inúmeros trabalhos que contribuem para o engrandecimento da literatura geológica do Brasil. Entre eles: "Origem do Carvão do Norte do Paraná", "Estudos sobre a Glaciação Permo-Carbonífera do Sul do Brasil", o livro “Geologia do Brasil“ e muitos outros mais.

1937 - Moacyr do Amaral Lisboa
Formado pela Escola de Minas de Ouro Preto, em 1935. Trabalhou no DNPM, foi professor de mineralogia, paleontologia, botânica e zoologia. Tem um grande número de trabalhos publicados, entre eles: "Manual de Mineralogia", "Estudos Preliminares das Águas de Ouro Preto", "Amianto no Brasil", "A Geobotânica e a Geologia", "A Micropaleontologia para Geólogos", "A Expressão Matemática da Geologia" e "A Regulamentação da Profissão de Geólogo".

1940 - Adauto S. Teixeira
Versando sobre a região de Pernambuco, escreveu "O Alumem e sua Ocorrência", "O Petróleo" etc.


Fonte
R. Escola de Minas, Ouro Preto, v. 32, p. 34-38, out. 1975.

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