Euzébio Paulo de Oliveira

Nasceu em 14 de agosto de 1883 no Arraial do Areiado, Minas Gerais. Formou-se em Engenharia de Minas e Civil pela Escola de Minas de Ouro Preto, em 1905. Dedicou-se de corpo e alma ao estudo da geologia do Brasil. É um ícone da geologia, tendo se destacado entre os geólogos brasileiros que se formaram no Brasil.

Em 1907, passou a geólogo do Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil, onde permaneceu até 1922, sendo efetivado como diretor em 1925. Morreu em 12 de outubro de 1939.

Obras importantes que escreveu: "A Geologia do Paraná", "Regiões Carboníferas dos Estados do Sul", "Rochas Petrolíferas do Brasil", "Geologia Estratigráfica e Econômica", "Geognose do Solo Brasileiro", "Mineral Resources of Brazil", "História da Pesquisa do Petróleo no Brasil".


Posições ocupadas
  • ABC: 1926/1929 - tesoureiro; 1929/1931 - tesoureiro; 1931/1933 - presidente; 1933/1935 - vice-presidente.
  • Comissão de Estudos do Carvão Mineral (Comissão White): engenheiro.
  • Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil: 1907-1939 - geólogo; 1922-1925 - diretor interino; 1925-1933 - diretor.
  • Instituto Geológico e Mineralógico do Brasil: 1933-1938 - diretor.

Homenagem a Euzébio Paulo de Oliveira por Martin Doello Jurado
Ata da Sessão Ordinária de 09 de julho de 1940 (p. 10 a 12). Anais da Academia Brasileira de Ciências. Tomo XII, nº 3, 1940 (p. 241 a 242).

"O acadêmico Costa Lima, que leu uma carta que recebera do Sr. Martin Doello Jurado, diretor do Museo Argentino de Ciencias Naturales, membro da Academia Nacional de Ciencias Exactas, Fisicas e Naturales, professor de Paleontologia da Universidade Nacional de Buenos Aires, a propósito da morte de Euzébio Paulo de Oliveira, transmitindo a cópia de uma comunicação apresentada à referida Academia de Ciências Exactas, Fisicas y Naturales, em sua sessão de 18 de maio de 1940, sobre a obra científica de Euzébio de Oliveira.

A Academia resolveu que se oficiasse ao acadêmico Martin Doello Jurado e à Academia de Ciências Exactas, Físicas y Naturales, agradecendo a homenagem prestada à memória de Euzébio de Oliveira e que fosse transcrita na ata da sessão e nos anais da Academia Brasileira de Ciências o teor da comunicação do acadêmico Doello-Jurado, o qual é o seguinte: 'Senhores acadêmicos: de acordo com a indicação que acaba de fazer o nosso presidente, e antes de entrar na matéria da sessão de hoje, é mister que rendamos uma merecida homenagem a um dos mais distintos membros da corporação similar do Brasil, o engenheiro Euzébio Paulo de Oliveira.

Desaparecido em fins do ano passado, quando nossa academia se achava em férias, a notícia do seu sentido falecimento, na idade de 57 anos, quando ainda podia esperar-se muito de seus grandes talentos, de seu inteligente labor, chegou com atraso ao nosso conhecimento. Os grandes diários do país, em sua abundantíssima informação de todas as partes do mundo, não tiveram talvez espaço para consignar sequer a notícia da morte de Euzébio de Oliveira. Os esportes, o cinema, a política etc. absorvem as inúmeras páginas de nossos primeiros jornais. O falecimento de um sábio - de um dos poucos de nossa América - não mereceu sequer uma linha. É possível que um critério análogo domine no jornalismo do Brasil.

Provavelmente a notícia nos foi dali enviada, pois o mal é geral nos países latino-americanos. Sirvam essas palavras para desculpar o atraso com que se tributa essa homenagem. O ilustre geólogo e paleontólogo brasileiro, professor Euzébio Paulo de Oliveira, chefe do Serviço Geológico do Brasil, fundador e ex-presidente da Academia de Ciências do Rio de Janeiro, foi um dos grandes cultores das Ciências Geológicas na América do Sul. Sua ação como investigador da estrutura do solo do Brasil, de seu passado geológico e de uma parte importante de sua fauna e de sua flora fóssil; como professor e divulgador desses conhecimentos; como continuador à frente do importante Serviço Geológico, da obra de White, de Derby, que conseguiu levar a um alto grau de progresso científico e econômico; como fundador e assíduo colaborador da Academia de Ciências do Brasil, em cujos anais aparecem constantemente suas comunicações científicas, asseguram seu nome num lugar perdurável nas Ciências Naturais.

Seus trabalhos sobre a história geológica dos territórios do sul do Brasil, assim como muitos de seus estudos sobre o antigo continente de Gondwana, de sua flora fóssil e de suas jazidas de carvão de pedra, interessam grandemente à Argentina, onde esses extratos estão também representados e oferecem um vasto campo de investigação aos geólogos e paleontólogos nacionais.

Do mesmo modo, suas contribuições para o conhecimento da fauna fóssil dos terrenos devonianos interessam ao Uruguai e à Argentina, mostrando assim, uma vez mais, a comunidade dos interesses científicos entre os estudiosos do solo americano. Da bibliografia do professor Euzébio de Oliveira, que chega a 139 números, em mais de 30 anos de labor científico, destacam-se nada menos que 20 monografias, que podem ser consideradas realmente notáveis, por sua originalidade e pelo vasto trabalho que representam, no campo e no laboratório. De sua obra damos a seguir uma relação, baseada no extenso estudo que lhe consagrou um dos seus mais aptos colaboradores e amigos, professor Glycon de Paiva.

Nascido em 1883, em Minas Gerais, filho do geólogo Francisco de Paula Oliveira, aos 23 anos era engenheiro de Minas na afamada Escola de Ouro Preto. Depois de haver sido engenheiro da Comissão de Minas de Carvão de Pedra do Brasil, em 1907 ingressou como geólogo no Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil, o qual dirigiu e reorganizou desde 1925 até 1938 e onde desenvolveu o brilhante e fecundo trabalho científico que aqui fica resumido."


Fontes
http://www.obrasraras.museunacional.ufrj.br/o/0065/10-12.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Eus%C3%A9bio_Paulo_de_Oliveira
http://ozildoroseliafazendohistoriahotmail.blogspot.com/search/label/BIOGRAFIAS

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