Francisco Moacyr de Vasconcellos

O professor Francisco Moacyr de Vasconcellos (1918 - 1996) concluiu o curso de Engenharia de Minas e Civil, em 1942, pela Escola Nacional de Minas e Metalurgia de Ouro Preto (MG). Iniciou sua carreira conduzindo trabalhos de pesquisa mineral no Nordeste, inclusive água subterrânea, tendo também, durante 10 anos, trabalhado na mineração de fosforita em Olinda (PE).

Além de atuar como professor no Curso de Minas da Escola de Engenharia da UFPE, assumiu diversos cargos, tais como: diretor da Divisão de Geologia e Mineralogia, chefe do Setor de Hidrogeologia e diretor-geral no DNPM; diretor de Operações da CPRM; consultor técnico da NUCLEBRÁS; assessor do DNPM; presidente da Sociedade Brasileira de Geologia e diretor técnico e consultor na iniciativa privada. Ocupou também outras posições de destaque, no Conselho Deliberativo da SUDENE, no Conselho Nacional de Minas e no GEIMI (Grupo Executivo da Indústria de Mineração).

Com mais de 50 trabalhos publicados, Moacyr Vasconcellos teve importante participação na elaboração e implantação do "Plano Mestre Decenal para Avaliação dos Recursos Minerais do Brasil" (1965-1974), bem como na Comissão de Elaboração do Projeto do “Código de Mineração” (1966-1967), além da iniciativa de propor ao ministro das Minas e Energia e conduzir as negociações para um acordo entre a CVRD e a Cia. Meridional de Mineração sobre as jazidas de ferro dos Carajás.

A Sociedade Brasileira de Geologia concedeu-lhe, em 1973, a comenda "Medalha de Ouro José Bonifácio de Andrade e Silva", em reconhecimento pela inestimável contribuição à geologia nacional e, através do Núcleo Nordeste, a Medalha de Ouro José Ermírio de Moraes, em 1981. Tais premiações, ainda que muito significativas, não foram suficientes pelo que Moacyr Vasconcellos fez pelo Setor Mineral Brasileiro. O maior atestado, entretanto, reside no reconhecimento unânime de seu trabalho pela comunidade geológico-mineral do país.

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